O número de homens que recorrem à prótese peniana como solução para a disfunção erétil está em alta. A tendência acompanha o crescimento global do problema e deve impactar diretamente o mercado do setor, que pode ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão até 2034, aproximadamente R$ 5 bilhões.

Homem sentado na cama com postura abatida enquanto mulher aparece ao fundo, sugerindo dificuldades no relacionamento íntimo  por disfunção erétil, que pode ser tratada com a cirurgia de prótese peniana
Disfunção erétil pode afetar não apenas a saúde física, mas também o relacionamento e o bem-estar emocional do casal. Foto ilustrativa: Freepik.

Estimativas divulgadas pela Fortune Business Insights indicam que o segmento deve movimentar cerca de US$ 639,5 milhões (cerca de R$ 319 milhões) já em 2026 e alcançar aproximadamente US$ 1,1 bilhão nos anos seguintes, com crescimento médio anual acima de 7%. O avanço reflete uma combinação de fatores, como o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas.

Dados dos Hospitais e Clínicas da Universidade de Wisconsin (EUA) apontam que cerca de 5% dos homens acima dos 40 anos e 15% daqueles com mais de 70 convivem com disfunção erétil completa. No Brasil, o problema afeta aproximadamente 45% da população masculina em algum grau.

Entre as principais causas estão doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, colesterol elevado e condições como a doença de Peyronie. Há também influência de hábitos como tabagismo e consumo excessivo de álcool, que impactam diretamente a circulação sanguínea e a função nervosa.

Além disso, o acesso mais amplo à informação — principalmente pela internet e redes sociais — tem ajudado a reduzir o tabu sobre o tema. Com isso, mais homens procuram ajuda médica e passam a considerar alternativas definitivas quando tratamentos convencionais não funcionam.

Quando a prótese peniana é indicada

A disfunção erétil, em muitos casos, é um sintoma de outras doenças e não um problema isolado. Quando medicamentos, terapias hormonais ou dispositivos menos invasivos não apresentam resultados satisfatórios, a prótese peniana pode ser indicada.

O procedimento consiste na implantação cirúrgica de um dispositivo no pênis e no escroto, permitindo a recuperação da ereção e da função sexual. Apesar de ser uma intervenção invasiva, apresenta altos índices de satisfação entre pacientes.

Além dos benefícios físicos, há impacto direto na qualidade de vida. Relatos apontam melhora na autoestima, no bem-estar emocional e na confiança após o tratamento.

O que avaliar antes da cirurgia

Especialistas recomendam que a decisão pela prótese seja feita com cautela. Antes, é fundamental tentar alternativas menos invasivas, como medicamentos orais e outros tipos de terapia.

A escolha de um profissional qualificado também é essencial para avaliar cada caso de forma individual. Segundo o urologista Paulo Egydio, a experiência do cirurgião e o volume de procedimentos realizados fazem diferença na condução da cirurgia.

O médico ressalta a importância de uma avaliação pré-operatória completa, que inclui exames físicos, análise do fluxo sanguíneo peniano e investigação de doenças associadas, como diabetes e problemas cardiovasculares.

O acompanhamento após a cirurgia também deve ser considerado. O pós-operatório envolve monitoramento de possíveis complicações, orientação sobre o uso da prótese e definição do momento adequado para a retomada da vida sexual.

Outro ponto importante é entender os riscos e limitações do procedimento. Como qualquer cirurgia, há possibilidade de complicações. Por isso, manter expectativas realistas é parte fundamental do processo.

Apesar de eficaz, a prótese peniana não é indicada para todos os casos e deve ser considerada como última alternativa. O acompanhamento médico adequado é indispensável tanto para o diagnóstico quanto para a definição do tratamento mais seguro.

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