A procura pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba cresceu 25% entre os meses de fevereiro e março, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O reflexo é sentido no atendimento aos pacientes. Nesta quinta-feira (11), a prefeitura colocou em prática um plano de contingência, com alterações nos fluxos de atendimento.

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Foto: SMCS

Questionada pela imprensa, a secretária Beatriz Battistella citou diversos fatores que impulsionam essa pressão sobre o sistema de saúde da capital.

“A dengue, sim, é uma novidade que não acontecia na cidade com esse volume, mas há outras doenças, como os atuais casos respiratórios. Tivemos, há um mês, uma onda de Covid, com 5 mil casos ativos, e isso gera volume de atendimento. Temos também problemas cardiocirculatórios, ortopédicos. Lembro que na pandemia nós tivemos a interrupção de diversos atendimentos, doenças que ficaram sem diagnóstico e que agora estão aparecendo. Pessoas que antes não usavam o SUS, passaram a usar, porque perderam o recurso do plano de saúde. Cirurgias eletivas estão sendo feitas. É toda uma complexidade que está sendo atendida de maneira plena”, explicou.

Em março, a média de pessoas atendidas nas UPAs de Curitiba foi de 4.285 por dia. Em janeiro deste ano, por exemplo, as UPAs atendiam, em média, a 3.223 pacientes. Ou seja: dois meses depois, as unidades passaram a receber mais mil pacientes todos os dias, segundo dados da SMS.

A pasta cita ainda a dengue, que teve 17.034 atendimentos até 6 de abril. No mesmo período do ano passado, haviam sido 378, 45 vezes menos atendimentos.

Acidentes

Ao fazer um apelo, Battistella pediu responsabilidade aos motoristas de Curitiba.

“A maior causa de internação na cidade é em função do que chamamos causas externas, onde entram os acidentes de trânsito, que são 100% evitáveis. Basta que cada motorista faça direção com responsabilidade. Não precisa guarda dizer que não pode beber, que não se pode dirigir com excesso de velocidade, que não se pode usar celular”, concluiu.

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Procura pelas UPAs de Curitiba cresce 25% em um mês e secretária aponta principais motivos

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