A morte da jovem Gabriele Cristine Barreto de Freitas, de 24 anos, após um acidente em uma banheira de um motel, completou quatro meses nesta semana. Agora, a Polícia Civil investiga se o falecimento dela tem relação com erro de médicos do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, onde ela ficou internada por cerca de uma semana. A casa hospitalar diz que a alegação não procede (veja nota mais abaixo).

Transferida da UPA Boqueirão para o hospital referência no tratamento de queimados, Gabriele morreu exatos seis dias depois de sofrer queimaduras graves em uma banheira de motel em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

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A jovem Gabriele Cristine Barreto de Freitas morreu após sofrer um acidente numa banheira de motel em São José dos Pinhais — Foto: Reprodução/Ric RECORD

De acordo com relatos do homem que estava com ela no momento do ocorrido, os dois haviam marcado um encontro e ingerido bebidas alcoólicas antes de irem para o estabelecimento localizado na BR-277. Durante o encontro, a jovem teria escorregado na banheira de hidromassagem com água muito quente e sofrido as queimaduras.

Devido à hipótese de ter ocorrido um erro médico, a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde (Decrisa) e segue em andamento na comarca de Curitiba.

Segundo o advogado da família, Valter Ribeiro Júnior, apesar do laudo de necropsia já ter saído, a defesa ainda não teve acesso aos autos do inquérito. “Peticionei nos autos pedindo o acesso ao inquérito e não foi franqueado ainda. A delegada não despachou permitindo acesso aos autos. Isso deixa a vítima desacolhida”, protestou.

“A gente só tem notícia de que houve um possível erro médico e por isso foi declinada a competência ou atribuição para a comarca de Curitiba de volta. Estava em São José dos Pinhais e o delegado de lá, quando recebeu o laudo, visualizou que haveria um erro médico”, acrescentou Valter Ribeiro Júnior.

A delegada Aline Manzatto, titular da Decrisa, informou à Banda B, porém, que o advogado foi habilitado para ter acesso ao inquérito na segunda-feira (29). Segundo ela, já foram ouvidos três médicos que atenderam Gabriele no Hospital Evangélico Mackenzie, responsáveis pelas medicações e cuidados durante a internação. Segundo a delegada, os profissionais afirmaram que os medicamentos eram necessários para manter a vida da paciente.

“Foi instaurado inquérito para a Decrisa porque foi aventada essa hipótese de erro médico pela família. Eu encaminhei o prontuário para o IML para que o médico legista informe se houve algum tipo de erro por parte da equipe médica”, contou a delegada.

Aline Manzatto revelou ter encaminhado um ofício para que peritos do Instituto de Criminalística retornem ao motel e analisem o sistema de aquecimento das banheiras.

O que diz o hospital

Em nota, o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie disse que a “alegação de suposto erro médico não procede”. Segundo a administração da unidade, Gabriele Cristine morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. Veja a nota na íntegra abaixo:

“O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie esclarece que a alegação de suposto erro médico não procede. A paciente evoluiu a óbito em decorrência da gravidade de suas lesões. Na segunda-feira (29/9), médicos foram ouvidos pela DECRISA, que teve suas dúvidas sanadas pela oitiva dos profissionais e pela análise do prontuário médico.”

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