Começar a dieta, reorganizar a rotina de exercícios e, finalmente, levar a sério aquela promessa feita no Ano Novo. Decisões que costumam vir carregadas de expectativa e, muitas vezes, de pressa por resultados. Nesse cenário, algumas atitudes até parecem saudáveis e, à primeira vista, soam como sinais de comprometimento, mas podem acabar sabotando o processo e alimentando ainda mais a ansiedade.

Pessoa se pesando em balança digital durante processo de emagrecimento
Hábito de se pesar todos os dias pode gerar ansiedade e atrapalhar o emagrecimento. Foto: Freepik

A promotora de eventos Ana Letícia Silva, sabe bem como o caminho é desafiador. Há um ano em processo de emagrecimento, ela demorou a procurar suporte profissional. A decisão veio depois de muita frustração tentando, sozinha, alcançar os resultados esperados. “Fui à primeira consulta no nutricionista, recebi a prescrição da dieta e comecei a fazer tudo bem certinho. No primeiro mês tive bons resultados e então pra manter o controle e garantir que continuaria perdendo peso, comprei uma balança. Este foi meu erro”, relembra,

Depois do sucesso do primeiro mês, ela desenvolveu o hábito de pesar-se todos os dias. O que no começo parecia um gesto de disciplina, transformou a jornada em busca da saúde numa experiência desgastante e emocionalmente instável. “Era como se cada grama a mais ou a menos representasse um termômetro direto do meu sucesso. Quando o peso baixava, tudo dava certo. Mas quando subia, a sensação era de muita frustração “, conta.

Segundo a nutricionista, Stefanie Mangini, o ato de subir na balança deve ser encarado como apenas um detalhe dentro de um processo muito mais amplo, que envolve diversos fatores tão ou mais relevantes do que o número exibido, nem sempre visíveis de forma imediata.

“O peso, por si só, oscila com facilidade, influenciado por retenção de líquido, ciclo hormonal, alimentação do dia anterior e até pelo nível de estresse. Quando esse número passa a ditar o humor e a percepção de progresso, o que deveria ser uma jornada de cuidado e construção de saúde se transforma em uma verdadeira montanha-russa emocional”, comenta.

Segundo a nutricionista, por trás do número da balança, existe uma conta mais complexa. “O corpo é formado por diferentes componentes, como gordura, água e massa muscular e é justamente essa composição que faz diferença no resultado final. É por isso que, cada vez mais, o foco tem deixado de ser apenas ‘quanto eu peso’ para se tornar ‘do que é composto esse peso’ ”, detalha.

Nesse cenário, a tecnologia, antes restrita a atletas de alta performance, passa a ganhar espaço em academias e clínicas, tornando-se uma aliada importante para quem busca resultados mais consistentes. Ao oferecer dados detalhados sobre o funcionamento do corpo, esses recursos permitem uma leitura mais precisa do progresso, indo além da balança e ajudando a ajustar estratégias de forma individualizada.

Um exemplo são os biscanners corporais, equipamentos mais avançados que as tradicionais balanças de bioimpedância. Enquanto a bioimpedância convencional faz estimativas a partir de uma corrente elétrica simples, os bioscanners utilizam múltiplos pontos de leitura e algoritmos mais sofisticados para mapear a composição corporal de forma segmentada. “Ter acesso a esse tipo de tecnologia muda completamente a forma como o paciente enxerga a própria evolução” afirma Stefanie.

Além da perda de peso

Em Curitiba, uma tecnologia desenvolvida na Austrália e já presente em diversos países começa a mudar a rotina dos alunos de uma academia no centro da cidade, que atende cerca de 2 mil pessoas. O equipamento, chamado Evolt 360 Body Scanner, é novidade no Brasil porém, no exterior já é bastante conhecido, sendo usado há anos por organizações como a NFL e o UFC.

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Foto: Divulgação.

Com 35 scâneres no Brasil, e apenas 6 em Curitiba, o equipamento põe ao alcance das mãos de alunos comuns, um nível de informação sobre o corpo que, até pouco tempo atrás, ficava restrito aos atletas de alto rendimento.

A máquina vai além das medições tradicionais ao oferecer uma análise detalhada da composição corporal em poucos segundos, com dados como percentual de gordura, massa muscular, nível de hidratação, idade metabólica e até indicadores relacionados ao metabolismo basal.

“A Evolt é uma novidade que veio para ficar. Hoje, conseguimos mostrar para o paciente, de forma muito clara, o que está acontecendo no corpo dele se ele está, de fato, perdendo gordura, preservando massa muscular, como está o nível de hidratação. Isso muda completamente a percepção de progresso e torna o processo muito mais consciente e saudável”, explica Stefanie.

Esse tipo de tecnologia também ganha ainda mais relevância em um momento em que medicamentos para emagrecimento, as chamadas “canetas emagrecedoras”, se popularizam.

“Embora possam promover uma perda de peso mais rápida, especialistas alertam que nem sempre essa redução vem acompanhada de qualidade. Sem acompanhamento adequado, é comum que parte do peso eliminado seja também de massa muscular, o que pode impactar diretamente o metabolismo e a saúde a longo prazo”, diz.

Para Ana Letícia, o acompanhamento baseado em dados, aliado ao acompanhamento profissional fez toda a diferença. “Com a orientação de um especialista para interpretar os dados da máquina, minha obsessão pela balança se transformou num olhar mais amplo sobre meu organismo”, revela.
“Hoje eu me sinto muito mais tranquila. Antes, qualquer número diferente já acabava com o meu dia. Agora eu consigo entender o que está acontecendo e isso tira um peso enorme, não só do corpo, mas da cabeça também”, conta.

No fim das contas, o sucesso no emagrecimento passa menos pelo controle rígido e mais pela consistência e pelo entendimento do próprio corpo. Ao reduzir a ansiedade e trocar a pressa por informação de qualidade, com suporte técnico adequado, recursos como a Evolt 360 ajudam a transformar a jornada em algo mais leve e, justamente por isso, muito mais sustentável.

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