Após o alerta internacional envolvendo casos de hantavírus em um cruzeiro no Oceano Atlântico, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA) reforçou que a doença segue sob controle no Estado, com monitoramento constante e baixa incidência de casos.

A hantavirose é uma doença viral grave, transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres, e tem notificação obrigatória imediata em todo o país.
Casos de hantavírus seguem baixos no Paraná
De acordo com a SESA, o número de registros da doença é considerado baixo. Em 2025, foi confirmado apenas um caso no município de Cruz Machado.
Já em 2026, até o momento, foram dois casos confirmados: em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Além disso, 21 notificações foram descartadas e outras 11 seguem em investigação.
Os exames laboratoriais contam com apoio de centros de referência, como laboratórios da Fiocruz, especializados em vírus emergentes.
Estado diz estar preparado
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a vigilância é contínua e a rede está pronta para agir em caso de novos registros.
“A hantavirose é monitorada rigorosamente. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais estão capacitados para identificar e tratar rapidamente qualquer suspeita”
afirmou o secretário.
A Secretaria destaca que equipes de saúde seguem em alerta, principalmente diante da repercussão internacional recente sobre a doença.
O que é a hantavirose
A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados.
Também pode ocorrer contágio por contato com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, com risco de insuficiência respiratória e choque.
Os primeiros sinais costumam ser semelhantes aos de outras infecções:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores no corpo e articulações
- Sintomas gastrointestinais
Com a evolução, pode surgir falta de ar, tosse seca e queda de pressão.
A recomendação é procurar atendimento médico imediato ao perceber os sintomas, já que o diagnóstico precoce pode ser decisivo.
Não existe um tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é feito com suporte médico, podendo incluir internação e cuidados intensivos nos casos mais graves.
Como se prevenir da hantavirose
A principal forma de prevenção é evitar o contato com roedores e seus resíduos. Entre as orientações estão:
- Manter terrenos limpos e sem mato alto
- Evitar acúmulo de entulho
- Armazenar alimentos em recipientes fechados
- Usar luvas e calçados fechados ao limpar locais como galpões e paióis
- Evitar varrer locais com sinais de roedores; prefira limpeza úmida
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