Redação

UPA Campo Comprido

Todos as Unidades de Atendimento (UPAs) de Curitiba, além do Hospital do Idoso, Maternidade do Bairro Novo, Caps e Samu funcionam normalmente nesta quinta-feira (27), informou a Prefeitura de Curitiba. Nesta quinta-feira (27), de acordo com o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), os médicos entraram em greve por tempo indeterminado. Porém, por meio da FEAES-Curitiba (Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba), responsável pela contratação dos profissionais, a prefeitura informou que não houve adesão ao movimento. Ao todo, a FEAES tem 638 médicos e, segundo a Fundação, todos trabalham normalmente.

Já o sindicato da categoria afirma que  há uma quantidade significativa de médicos grevistas. Porém, mesmo em greve, os profissionais assumiram o compromisso de manter 60% do atendimento eletivo nas unidades e de 100% dos casos de urgência e emergência. “A adesão é grande e todos os médicos estão mobilizados. Acontece que temos como compromisso minimizar ao máximo o impacto na população. O atendimento mínimo está mantido e todos os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos, conforme havia sido acertado”, informou nesta manhã a médica Claudia Paola Carrasco, representando o Simepar. O sindicato não fala em números de adesão dos profissionais.

O movimento tem como principal objetivo protestar contra a falta de negociação por parte da FEAES. Segundo Alceu Fontana Pacheco Neto, diretor-adjunto do Simepar, mesmo após reuniões e audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), a categoria ficou sem reajuste salarial.

“Desde março nós estamos em negociação e fomos até o TRT para o dissídio coletivo. Na época, a FEAES já tinha feito o pagamento para todas as outras categorias, de um aumento de 4,5%. Para nós, eles deram a desculpa de que os médicos têm um custo muito alto e ofereceram apenas 3%”, disse Neto em entrevista à Banda B.

De acordo com ele, durante o dissídio, no entanto, a classe patronal alegou que não poderia dar nenhum reajuste aos profissionais. “Eles queriam ainda reduzir a hora extra e o adicional noturno, conquistas que temos desde 2012. Acionamos novamente uma audiência no TRT, mas a Fundação não quis participar e nós ficamos sem nada. Não tivemos outra opção senão entrar em greve”, completou.

Outro lado

Por meio de nota, a prefeitura informou que a FEAES é a instituição com mais médicos contratados na capital paranaense, com a maior remuneração hora-médica da região. Nos últimos quatro anos, reajustou os salários da categoria com 33,68% de aumento real.

Leia a nota na íntegra:

“A equipe de médicos contratados pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes-Curitiba) teve um aumento real de 33,68% nos últimos quatro anos. Com isso, a Feaes passou a ser a empregadora a remunerar a maior hora-médica de Curitiba e região. É também a instituição com mais médicos contratados na capital paranaense. Este indicativo de greve causa estranheza à instituição, considerando o aumento já disponibilizado e o momento de crise que passa o país e os esforços que estão sendo feitos pelo município para rever e diminuir custos orçamentários, sem prejuízos à manutenção dos serviços oferecidos.”