Um estudo publicado na revista Science Advances indica que a máscara do tipo PFF2/N95 é a mais eficaz quando o assunto é a proteção contra a Covid-19. O resultado da pesquisa é fruto de uma análise feita com 14 tipos de máscaras na Universidade Duke, nos Estados Unidos, no ano passado. Em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (14), o pesquisador e professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Emanuel Maltempi, descreveu a importância deste mecanismo de proteção.
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Inúmeras autoridades sanitárias têm debatido a eficácia e o poder de proteção causado por diferentes tipos de máscaras faciais desde que a pandemia do novo coronavírus se instalou no mundo. No entanto, pesquisas já revelam quais são os modelos que mais diminuem a transmissão e contágio da doença.
“Um pesquisador americano sugeriu que se todo mundo usasse esse tipo de máscara [PFF2/N95] durante 60 dias, a pandemia provavelmente desapareceria. Tão grande é a eficiência do uso de elementos de infiltração”, afirmou Maltempi, o também presidente da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Novo Coronavírus da UFPR.
Segundo o professor, esse tipo de máscara pode oferecer 99% de proteção se bem ajustada ao rosto, e combinada do distanciamento social. “Essa máscara, que na verdade é chamada de respirador, reduz em até até 95% a passagem de partículas com tamanho 0,03 mm. Alguns estudos mostram que para a Covid, ela dá uma proteção de 99%”, destacou à Banda B.
O infectologista Marcelo Daher, que integra a Sociedade Brasileira de Infectologia, chegou a afirmar que as máscaras PFF2/N95 são as melhores em termos de eficácia na filtração de ar.
A PFF2, que significa Peça Facial Filtrante, é considerada um EPI (Equipamento de Proteção Individual) e se difere apenas no nome, já que nos EUA essa máscara é conhecida como N95.
Esse tipo de proteção, de acordo com o pesquisador da UFPR, é recomendada para ambientes que podem ter pessoas contaminadas, para trabalhadores que têm contato com muitas pessoas e para pertencentes aos grupos de riscos da Covid.
É possível fazer a reutilização deste mecanismo desde que não esteja suja e funcione corretamente no rosto. Após o uso, é recomendável que a máscara seja colocada em um local seco e arejado por 72 horas para inativar o vírus.