Ariane Moura Fortes, de 28 anos, viralizou nas redes sociais ao contar a história do filho, André Felipe Moura Fortes, de apenas cinco meses, que nasceu com uma condição chamada fissura labiopalatina, que provoca uma alteração no formato dos lábios superiores. 

Ariane Moura Fortes, de 28 anos e André Felipe Moura Fortes. Mãe e filho que nasceu com fissura labiopalatina
Bebê passou por uma cirurgia para a correção da alteração no lábio e deve passar por novo procedimento. (Foto: Arquivo Pessoal/ Colaboração Banda B)

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, com mais de 8 milhões de visualizações, Ariane emocionou ao expor a história da família e contar que tentou, de todas as formas, proteger o menino de possíveis olhares e julgamentos. Hoje, a mãe comemora a realização da cirurgia e a recuperação do pequeno. 

Em entrevista exclusiva para a equipe de reportagem da Banda B, Ariane relatou que descobriu a fissura em uma ultrassonografia morfológica, quando estava com 30 semanas de gestação. 

“Lembro que eu só queria sair da sala e que, quando eu saí, paralisei, entrei no  banheiro e só chorava e chorava. Liguei para minha mãe na hora, contei para ela e não acreditava, fiquei em estado de choque”. 

Bebê nasceu com fissura no lábio

Ainda de acordo com a mãe, o maior desafio foi lidar com o preconceito, olhares estranhos e o medo dos desconhecidos, além das dificuldades de alimentação. 

“Ele engasgava demais, eu precisava alimentar ele sentadinho, mas o emocional era o mais difícil. Tinha medo do julgamento, só tive coragem de expor ele em março, apesar do nascimento em outubro. Eu o protegia, tampava o rosto dele nas redes para não enfrentar o olhar maldoso das pessoas”. 

Felipinho, como é chamado, passou pela cirurgia para correção dos lábios, no Hospital do Trabalhador, quando tinha quatro meses e tem previsão de fazer nova cirurgia para fechar o palato (céu da boca). 

André Felipe Moura Fortes. Mãe e filho que nasceu com fissura labiopala
André Felipe Moura Fortes, de apenas cinco meses, nasceu com uma condição chamada fissura labiopalatina e passou por cirurgia para correção. (Foto: Arquivo Pessoal / Colaboração Banda B)

“Foi um procedimento extenso, o médico informou que ia tentar fechar os dois lados, mas que não era certeza que iria conseguir. Fiquei triste, pedi muito para Deus tocar a mão do doutor para que ele conseguisse fechar os dois lados, é muito triste ver um bebê tão novinho em sala de cirurgia, mas deu tudo certo”. 

Hoje, a qualidade de vida da mãe e do filho é muito melhor e ela conta a rotina do tratamento e dos cuidados através das redes sociais. 

“Ele consegue respirar e suga a mamadeira muito melhor. Para mim foi a melhor mudança emocional, pois eu perdi o medo de expor ele de forma pública, sinto muita força por ver ele bem, ele é minha vitória, um bebê abençoado e forte. 

A mãe emocionou ao contar a história, veja: 

Felipe é atendido pela equipe do Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. 

Sesa confirma sucesso da cirurgia e acompanhamento do bebê

Em nota enviada à Banda B, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) informou que o bebê passou pelo procedimento cirúrgico no dia 19 de fevereiro, no Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio-Palatal (CAIF), unidade do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A criança recebeu alta hospitalar no dia 21 do mesmo mês.

Segundo a pasta, o paciente segue em acompanhamento pela equipe multidisciplinar do centro e apresenta evolução positiva dentro do esperado. Os retornos pós-operatórios foram realizados sete e 15 dias após a cirurgia.

A avaliação mais recente ocorreu no dia 3 de março, e um novo acompanhamento está previsto para os próximos 30 dias. Como o tratamento para fissura labiopalatina é de longo prazo, novas etapas devem ser programadas conforme o desenvolvimento da criança, levando em conta fatores como crescimento, ganho de peso e evolução da estrutura óssea.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou a importância do atendimento especializado oferecido no Paraná.

O CAIF é uma referência mundial e um orgulho para a saúde do nosso Estado, pois oferece muito mais do que uma cirurgia, entregando uma transformação real na qualidade de vida dessas crianças e de suas famílias

afirmou o secretário.

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