O Ministério da Saúde vai qualificar 840 profissionais da rede pública no Paraná para ampliar o acesso ao implante contraceptivo subdérmico no Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação será realizada em Curitiba, em dois ciclos de oficinas presenciais, entre os dias 5 e 8 de maio.

Caixa do implante contraceptivo Implanon (etonogestrel) distribuído pelo SUS, exibida sobre outras unidades do medicamento.
Implante contraceptivo Implanon é oferecido gratuitamente pelo SUS e pode durar até três anos. Foto: João Risi/ MS.

A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para expandir a oferta do método, conhecido como Implanon, principalmente em municípios menores e com maior vulnerabilidade social.

Ao todo, serão duas turmas na capital paranaense, com 420 profissionais cada, entre médicos e enfermeiros da atenção primária à saúde.

Treinamento inclui prática e abordagem ampliada

As oficinas combinam conteúdo teórico e prático, com uso de simuladores anatômicos e supervisão de especialistas do Ministério da Saúde.

A carga horária varia conforme a categoria profissional sendo 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos.

Além da técnica de inserção e retirada do implante, a formação também aborda temas como:

  • saúde sexual e reprodutiva
  • direitos dos pacientes
  • dignidade menstrual
  • enfrentamento à violência e ao racismo na saúde

O objetivo é preparar os profissionais para um atendimento mais completo e humanizado dentro do SUS.

Paraná já recebeu mais de 25 mil implantes

A ampliação da capacitação acompanha a distribuição do método no país.

Em 2025, o Ministério da Saúde enviou 500 mil unidades do implante contraceptivo para os estados. O Paraná recebeu 25.620 dispositivos.

Para 2026, a previsão é ainda maior: 1,3 milhão de unidades devem ser distribuídas em todo o Brasil.

Primeira fase treinou quase 3 mil profissionais

O primeiro ciclo de oficinas ocorreu entre outubro e dezembro de 2025, com capacitações em todos os estados. Ao todo cerca de 2,9 mil profissionais e gestores participaram, 682 municípios foram alcançados e 1,8 mil profissionais foram habilitados para realizar o procedimento.

A nova etapa busca consolidar o uso do implante no SUS, ampliando o acesso e fortalecendo o atendimento na atenção básica.

Método dura até 3 anos e é oferecido de graça

O implante contraceptivo subdérmico é considerado um dos métodos mais eficazes para evitar gravidez não planejada. Ele atua no organismo por até três anos.

Após esse período, o dispositivo deve ser retirado e pode ser substituído por outro, também gratuitamente pelo SUS.

Entre as vantagens estão alta eficácia, longa duração e praticidade, sem necessidade de uso diário.

A fertilidade da paciente retorna rapidamente após a retirada.

Preservativo segue essencial

O Ministério da Saúde reforça que, apesar da eficácia do implante, o uso de preservativos continua indispensável.

Isso porque camisinha é o único método que também protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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