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roboEquipamento custa R$ 15,6 milhões – Foto: Divulgação

O Hospital Erasto Gaertner corre contra o tempo para conseguir atingir 60% de captação de recursos para a implantação de um sistema cirúrgico robótico, inédito no Paraná, para ampliar a oferta de vagas em cirurgias no tratamento contra o câncer pelo SUS. Pela segunda vez, o Ministério da Saúde prorrogou o prazo de captação e agora o hospital tem até o dia 30 de abril para levantar os cerca de R$ 2 milhões que faltam. Do contrário, perde o que já foi arrecadado e o projeto para a compra do equipamento.

Segundo o superintendente do hospital, Adriano Lago, o potencial de captação aprovado pelo MS foi de R$ 15,6 milhões. Até o momento, foram arrecadados R$ 7 milhões e faltam, portanto, quase R$ 3 milhões para conseguir efetivar a comprar do aparelho. “ O projeto é caro e cada cirurgia tem o custo médio de R$ 10 mil. Se captarmos menos que os 60% determinados pelo Ministério da Saúde, perdemos tudo que foi arrecadado e o projeto é excluído. Faltam quase R$ 3 milhões e precisamos da ajuda dos curitibanos e de todos os paranaenses”, afirmou Lago à Banda B.

A implantação do robô cirurgião e capacitação de uma equipe especializada deverão ampliar a oferta de cirurgias em pacientes com câncer. Serão em torno de 500 procedimentos, demanda extraordinária que atualmente não é atendida pelo convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde).

Com o novo sistema, o Erasto Gaertner será o único do Paraná e Santa Catarina a oferecer o serviço para pacientes do SUS, sendo 2% crianças e adolescentes, 42% idosos e 56% adultos entre 19 e 59 anos. A tecnologia do Da Vinci, nome dado ao sistema usado, existe há mais de 15 anos a partir de uma iniciativa militar que tinha como objetivo realizar cirurgias à distância, sem que o cirurgião se deslocasse ao campo de batalha. Em hospitais, o cirurgião opera um console que está na própria sala de cirurgia, a poucos metros do paciente.

“É o que tem melhor em cirurgia robótica. Na prostatectomia, por exemplo, para a retirada da próstata do homem com câncer, a cirurgia convencional leva de 5 a 6 horas, com o robô leva cerca de uma hora. A recuperação é bem mais rápida e o tempo de internação também. Nos EUA 85% dessas cirurgias são feita com este robô. Aqui, o SUS não cobre o procedimento”, explica Lago.

Como funciona

Pinças especiais são posicionadas na cavidade abdominal, torácica ou na cavidade oral do paciente através de orifícios semelhantes às da laparoscopia convencional. Esses instrumentos são então conectados ao sistema robótico responsável pela movimentação e, em outro console bastante ergonômico, o cirurgião manipula o que podemos chamar de manches ou “joysticks”, que coordenam todo o ato operatório, pinças, cautérios e a câmera.

Diversos são os tipos de cirurgias realizadas com a tecnologia Da Vinci, entre elas urológicas, ginecológicas, colecistectomias, cardíacas, hérnias, de cavidade oral e faringe ou relativas à obesidade. Ainda há escassez de trabalhos que comparem diretamente essa nova técnica com técnicas convencionais; principalmente em cirurgias mais complexas, os benefícios estão gradativamente sendo demonstrados.

Doações

A captação de recursos para o projeto “Inovação do Centro Cirúrgico com Sistema Cirúrgico Robótico” é feita por meio de doações com abatimento no Imposto de Renda (IR), tanto por pessoa física, quanto jurídica. No primeiro caso, a destinação é de até 1% do imposto retido ou devido. No segundo, a destinação de 1% deve ser, necessariamente, registrada pelo lucro real da empresa, podendo ser mensal, trimestral ou anual.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (41) 3361-5266 ou 0800 643 4888, e no portal www.erastogaertner.com.br/pagina/pronon.