Os corredores de um hospital concentram histórias intensas, da luta pela vida ao alívio da alta médica. Além das equipes de saúde, há outro grupo essencial nessa rotina: os voluntários, que ajudam no deslocamento de pacientes, acolhem familiares e oferecem apoio emocional durante a internação.
Em Curitiba, o programa de voluntariado do Hospital Universitário Cajuru e do Hospital São Marcelino Champagnat é um dos mais antigos da capital, com quase 20 anos de atuação e cerca de 400 voluntários. A iniciativa é integrada às equipes assistenciais e reforça a humanização no atendimento hospitalar.

Na prática, o trabalho vai muito além do que se imagina. Os voluntários acompanham pacientes durante a internação, exames, procedimentos e alta hospitalar, orientam pacientes e familiares sobre a localização de serviços e setores, realizam visitas solidárias e promovem ações de acolhimento por meio de contação de histórias, música e atividades lúdicas. Pequenos gestos que fazem grande diferença na humanização do atendimento.
Como se tornar voluntário
Para integrar o programa de voluntariado dos Hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, é necessário ter 18 anos ou mais e estar física e emocionalmente apto para atuar em ambiente hospitalar. Os interessados devem agendar entrevista com o Núcleo de Voluntariado pelos telefones (41) 3271-2990 ou (41) 3271-2719, ou pelo site hospitalcajuru.org.br/doe-agora/doe-seu-tempo.
Após a entrevista, o candidato participa do Programa Acolher, etapa de integração em que conhece a instituição, suas normas, rotinas e procedimentos. A atuação ocorre de acordo com a disponibilidade do voluntário, respeitando o limite máximo de 15 horas semanais. É a porta de entrada para quem deseja doar tempo — e receber, em troca, histórias que marcam para sempre.

Homenagem a quem fez história
A idealizadora do projeto, Nilza Maria Brenny, passou nada menos que 19 anos à frente do programa e, agora, com um legado sólido e duradouro para pacientes e equipes de saúde, decidiu se aposentar.
Ao longo de sua trajetória, Nilza ajudou a consolidar o voluntariado como parte da rotina hospitalar, protagonizando milhares de histórias de cuidado e acolhimento. Em reconhecimento à sua atuação, os hospitais prepararam uma homenagem em forma de música personalizada, criada com o uso de inteligência artificial a partir de depoimentos de voluntários e de momentos marcantes de sua trajetória.
A iniciativa integra o projeto “Som da Vida”, que utiliza a música como ferramenta de humanização do atendimento hospitalar. A coordenação do programa passa agora a ser conduzida por Kelly Lopes, que acompanha a iniciativa desde sua criação.