O diretor do Hospital do Rocio, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, Luiz Hernesto Wendler afirmou nesta quinta-feira (18) que com a abertura de 52 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o hospital está preparado para receber novos pacientes infectados pelo coronavírus. Na última quarta-feira (17), o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, já havia anunciado a abertura de novos leitos na unidade durante o Fórum Metropolitano de Saúde.

Na tarde desta quinta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) divulgou um novo boletim apontando que o Paraná chegou a 11.919 casos confirmados e 406 mortes, no total.

No caso de Curitiba, agora com 2.543 casos e 97 mortes – segundo novo boletim -, a secretária de Saúde, Márcia Huçuçak, disse que o município está em um momento crítico e que o poder público deve agir rapidamente. A afirmação ocorreu após a capital paranaense decretar bandeira laranja, sinal de alerta em relação aos números de infectados e mortos, e também porque a taxa de ocupação de UTIs em Curitiba está em 74%.

 

 

“Nós tínhamos uma evolução mais lenta dos pacientes nos hospitais, mas a partir de 28 de maio houve uma evolução rápida, com o vírus mais agressivo, triplicando o número de casos. Na nossa responsabilidade social e sanitária, de evitar mortes, não é aceitável você anunciar cinco mortes por dia como se fosse normal”, afirmou Huçulak.

Em relação a Campo Largo, o diretor do Hospital do Rocio chegou a dizer que os leitos de UTI da unidade haviam chego à lotação máxima, mas com a abertura destes 52 novos a situação mudou: “Tivemos de transferir alguns pacientes, mas agora, em parceria com a Sesa e o governador Ratinho Jr., estamos preparados para receber novos doentes”.

O secretário Beto Preto também relatou estar preocupado com a situação no estado e comentou sobre a construção nos novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva no município de Campo Largo: “Semana que vem vamos construir mais 52 leitos de UTI no Hospital do Rocio, porque infelizmente aqui na região a ocupação está passando dos 70%. Isso é fruto do movimento de idosos por aposentadorias, saque do auxilio emergencial, Dia das mães e dos Namorados. De 30 casos por dia, passamos para 100 a 400. A tendência é de uma espiral ascendente. Se não houver as medidas de distanciamento, vai continuar subindo”, relatou Preto aos prefeitos.

Além da construção desses leitos na região, o secretário anunciou a ativação 139 novos no Paraná, sendo 94 de UTI e 45 de enfermaria para atender os infectados pela Covid.