Por Marina Sequinel

Uma mulher de 42 anos ficou em coma induzido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Fazendinha, em Curitiba, esperando por uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de 12 horas. Tânia Mara Vieira, moradora da Cidade Industrial, passou mal e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na noite desta segunda-feira (9). A transferência para o Hospital Evangélico aconteceu por volta das 15h20 de hoje, segundo a prefeitura de Curitiba.

“Ela permaneceu em coma porque a cabeça sangrava muito, já que o AVC foi hemorrágico, e seria ainda mais perigoso deixá-la consciente. Além de toda essa situação terrível, eu ainda tive que sair comprar um remédio para ela, porque não tinha na UPA”, contou o marido da paciente, Vilmar Vieira, em entrevista à Banda B nesta terça-feira (10).

Segundo ele, Tânia estava em casa quando teve o AVC. “Eu fui deitar e, de repente, a minha filha me chamou dizendo que ela estava caída na sala. O Samu foi acionado e eles logo confirmaram o acidente vascular cerebral. Ela foi para a UPA e depois levada ao Hospital Evangélico, para fazer uma tomografia”, completou Vieira.

Como não havia vaga na UTI do local, Tânia retornou à UPA. “Se tivessem levado a minha mulher para a UTI ontem, com certeza já teriam feito a cirurgia para parar o sangramento”, disse o marido.

Ainda de acordo a prefeitura, o medicamento que a família precisou comprar não está na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) e, por isso, não pôde ser fornecido pela UPA. O remédio foi uma alternativa sugerida pelos médicos para baixar a pressão da paciente depois que todos os outros disponíveis na Unidade foram usados, mas não melhoraram o quadro clínico dela.