A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou um alerta para a população sobre os cuidados necessários para evitar a doença de Chagas. Recentemente, a fase crônica da enfermidade passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil.

O bicho-barbeiro é o principal vetor da doença de Chagas e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil.
Essa atualização no protocolo permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a enfermidade, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde.
“A doença de Chagas exige um olhar atento e constante. O fato de termos mais notificações crônicas hoje nos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde e prevenindo complicações severas que a doença pode causar ao longo dos anos”
explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Transmissão e cuidados necessários
A principal forma de transmissão é o contato com as fezes do inseto infectado com o protozoário T. cruzi sendo carreadas para mucosas, olhos ou o local da picada. O monitoramento desses barbeiros é fundamental, pois sinaliza a proximidade deles com a população. A orientação da Sesa é que a população colabore ativamente no encaminhamento desses insetos para identificação.
Ao encontrá-lo, o morador não deve esmagar o inseto, mas sim capturá-lo com as mãos protegidas por luvas ou sacola plástica e levá-lo vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos (PIT) mais próximo, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a própria vigilância em saúde do município.
Essa análise laboratorial é essencial para decidir se os moradores do imóvel precisam passar por exames e se haverá necessidade de intervenção química ou ambiental no local.
Sintomas e fases da doença
A doença de Chagas apresenta duas fases distintas. A aguda pode apresentar febre prolongada, dor de cabeça e fraqueza, mas muitas vezes é assintomática. Na fase crônica, o parasito pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestivo se não houver o acompanhamento médico adequado.
A medicação para tratamento é fornecida gratuitamente pelo SUS, dentro de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e sociedades médicas. Pode ser realizada tanto na fase aguda quanto na crônica. Preferencialmente, deve ser diagnosticada oportunamente para tratamento na fase aguda. Na fase crônica, é ofertada a possibilidade do tratamento, que deve ser analisado caso a caso.