Por Marina Sequinel

A falta de medicamentos nas unidades de saúde (US) de Curitiba é pontual e acontece por erro de logística das empresas fornecedoras. É o que afirmou o diretor administrativo da Secretaria Municipal da Saúde, Ernani Pereira, em entrevista à Banda B na tarde desta quarta-feira (24).

remediosfora(Imagem ilustrativa/Divulgação)

Segundo ele, as medidas administrativas para a compra dos medicamentos são feitas com cuidado pela prefeitura. “Por contrato, as empresas têm o prazo de 15 dias para fazer a entrega. Às vezes, por questões mercadológicas ou de estoque, elas não realizam a transferência do produto a tempo. Geralmente, esses problemas são resolvidos em poucos dias”, relatou Pereira ao jornalista Paulo Sérgio Debski na segunda edição do Jornal da Banda B.

Durante a entrevista, ouvintes questionaram a situação de algumas unidades de saúde específicas. De acordo com o diretor, na Vila São Pedro, por exemplo, 10 itens, de um total de 96, estariam zerados. “Esses remédios podem ser substituídos, já que não são exclusivos. O mesmo acontece na US do Santa Cândida, onde havia 12 itens em falta, de um total de 91. Ambos os casos por problemas na entrega por parte do fornecedor”, completou Pereira.

Quando isso acontece, a prefeitura informa a empresa responsável. No ano passado, foram registradas 326 notificações devido ao atraso no fornecimento dos medicamentos. “Se isso não resolver, fazemos uma intimação e podemos cancelar o contrato para realizar uma compra emergencial. Isso, no entanto, também não é ideal, já que pode demorar cerca de 30 dias por causa dos trâmites necessários. É importante ressaltar que os atrasos acontecem, mas não são constantes”, concluiu o diretor.