O Brasil realiza mais de 2 milhões de cirurgias plásticas todos os anos, de acordo com dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery e está na liderança mundial na realização de cirurgias plásticas e estéticas.

Neste alto volume de procura, cresce a presença de estrangeiros que procuram o país por fatores como reputação técnica, custo e previsibilidade de resultados. A lipoaspiração de alta definição está entre as técnicas mais buscados pelos gringos no território brasiliero.
A cirurgiã plástica Dra. Thamy Motoki, especializada no atendimento a estrangeiros e estruturada para o turismo médico, explica que a técnica tem como objetivo esculpir proporções com precisão anatômica, além de remover gordura.
“A lipoaspiração de alta definição exige leitura detalhada do corpo. O paciente internacional costuma buscar exatamente essa capacidade de escultura, algo que o Brasil desenvolveu com bastante maturidade técnica”.
A realização de cirurgias combinadas, como uma abdominoplastia associada à lipoaspiração ou correções corporais após grande perda de peso, feitas em um único tempo cirúrgico, também está entre os destaques da demanda internacional.
O cirurgião plástico Dr. Leandro Dario Faustino Dias explica que a combinação dos procedimentos em um único tempo cirúrgico reduz deslocamentos internacionais e otimiza o período de recuperação.
“O paciente que vem de fora se organiza com antecedência. Ele busca resolver múltiplas queixas em uma única viagem, com planejamento pré-operatório claro e acompanhamento estruturado”
Mamoplastias, tanto de aumento quanto de redução, seguem como parte relevante da procura, especialmente entre pacientes europeias e latino-americanas.
Harmonização facial
A harmonização facial aparece como outro procedimento recorrente, mas com uma mudança de perfil. A demanda internacional privilegia resultados naturais, com foco em sustentação e qualidade de pele, e não em transformações radicais.
“O movimento atual é preservar expressão e identidade. O tratamento atua na estrutura da pele e no reposicionamento sutil dos volumes, evitando excessos”, destaca Dra. Thamy.
Para os especialistas, o diferencial brasileiro está menos associado a preço e mais à combinação entre formação técnica, volume cirúrgico e infraestrutura hospitalar.