Por Marina Sequinel e Denise Mello

Uma em cada dez brasileiras em idade reprodutiva sofre com a endometriose, doença que se caracteriza pela presença da mucosa que reveste o útero em outras partes do corpo da mulher – como ovários, trompas, bexiga e intestino. Os dados, da Comissão Nacional de Endometriose, mostram a importância de se diagnosticar a patologia o quanto antes para realizar o tratamento adequado.

endomestriose(Foto: Divulgação)

Segundo o ginecologista Francisco Furtado Filho, ao invadir outras áreas, o tecido endometrial faz com que o organismo se comporte como se um corpo estranho estivesse ali. “Isso causa cólicas menstruais de bastante intensidade, dor na relação sexual, além de dificuldade de urinar e evacuar no período menstrual. É importante saber diferenciar essa dor das cólicas normais, que são mais discretas e suportáveis”, disse ele em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (2).

A endometriose pode acometer mulheres dos 10 aos 78 anos de idade, com prevalência na idade reprodutiva, que vai dos 16 aos 40 anos. “O diagnóstico é feito com a laparoscopia, um exame minimamente invasivo, que é a introdução de uma ótica que capta imagens e visualiza as características das lesões”, completou o ginecologista. Na maioria das vezes, de acordo com ele, o tratamento é cirúrgico, para a retirada dos machucados.

Para tirar todas as dúvidas sobre o assunto, ouça a entrevista completa abaixo:

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