Uma professora de 41 anos conseguiu recuperar mais de 90% da capacidade auditiva após passar por duas cirurgias em Curitiba. O caso chama atenção para os avanços no tratamento da perda de audição e reforça a importância do diagnóstico precoce.

Mulher vista de perfil usando aparelho auditivo discreto atrás da orelha
Aparelhos auditivos são indicados em casos de perda de audição e podem melhorar a qualidade de vida. Foto ilustrativa: Divulgação/ Freepik.

Os primeiros sinais surgiram durante a pandemia de Covid-19. Após longos períodos utilizando fones de ouvido para dar aulas online, Andressa Berkenbrock começou a perceber dificuldade para ouvir sons com clareza. Depois de avaliação médica, recebeu o diagnóstico de otosclerose — condição que afeta a audição.

Ela passou por dois procedimentos cirúrgicos, sendo o mais recente em janeiro deste ano. A melhora foi rápida e significativa.

“Hoje, minha qualidade de vida melhorou muito. O retorno quase total da audição é essencial para o meu trabalho em sala de aula”

relata a paciente.

Cirurgia é alternativa em casos específicos

De acordo com o otorrinolaringologista Rodrigo Kopp, do Hospital IPO, a cirurgia é indicada principalmente quando há alteração estrutural no ouvido e quando o uso de aparelhos auditivos não apresenta o resultado esperado.

“A gente observa resultados bastante positivos. Em muitos casos, o paciente volta a compreender conversas com clareza, reduz o esforço para escutar e retoma atividades do dia a dia com mais autonomia”

explica o médico.

Técnicas menos invasivas aceleram recuperação

Os avanços na medicina também têm tornado os procedimentos mais seguros e com recuperação mais rápida. Entre as opções disponíveis estão cirurgias como estapedotomia, timpanoplastia, reconstrução ossicular e implante coclear.

Segundo o especialista, a escolha do tratamento depende de cada caso, mas os resultados podem ser próximos do normal ou, ao menos, representar uma melhora significativa na audição.

Fique atento aos sinais

Dados do IBGE apontam que cerca de 5% da população brasileira apresenta algum grau de deficiência auditiva. Por isso, especialistas alertam para sinais que não devem ser ignorados, como:

  • dificuldade para entender conversas
  • aumento frequente do volume da TV
  • zumbido no ouvido
  • sensação de ouvido tampado

A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber os primeiros sintomas.

Diagnóstico precoce faz diferença

O acompanhamento especializado é fundamental para garantir melhores resultados. Estruturas com atendimento integrado, que reúnem diagnóstico, indicação de tratamento e acompanhamento contínuo, ajudam a melhorar a jornada do paciente.

“O foco não é apenas tratar a perda auditiva, mas oferecer cuidado completo, desde a identificação do problema até a recuperação”

reforça o especialista.

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