
(Fotos: Colaboração – Banda B)
Armários revirados, materiais jogados no chão, fiação roubada, cadeados quebrados… Essa é a realidade do Colégio Estadual Professora Angelina Ana Maria Cônsulo do Prado, localizado em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Esta é a quarta vez que a escola é arrombada em dois anos.
O último caso aconteceu na quarta-feira (27) à noite, quando os bandidos invadiram o local pela janela do banheiro. Além da destruição, os vândalos escreveram palavrões nos quadros negros, seguidos da palavra “reprovador”. “Eles arrebentaram tudo, fizeram xixi e até fezes na sala de aula. Só não levaram nenhum eletrônico porque os professores guardaram os computadores. Senão, tinham roubado… Nós não temos nenhuma segurança, eles vão voltar e destruir o colégio”, disse a mãe de dois alunos, que preferiu não se identificar, em entrevista à Banda B.
Ela afirmou ainda que chegou a fazer uma abaixo-assinado para levar a situação às autoridades, mas não teve resposta. A maior preocupação, agora, é saber como os estudantes retornarão às aulas com o colégio nessas condições. “Os bandidos vandalizaram a secretaria, a sala dos professores e alunos, roubaram a fiação elétrica. E agora? Com certeza as aulas vão atrasar por causa de tudo isso, se a escola não tem nem luz”, completou.
A situação se torna mais revoltante, de acordo com a mãe dos estudantes, porque a escola fica ao lado de um Batalhão da Polícia Militar. “É muro com muro, mas se a gente for pedir ajuda lá, eles dizem que temos que procurar a Patrulha Escolar ou a Guarda Municipal, e não fazem nada”, desabafou.
Sobre o caso, a Banda B entrou em contato com a assessoria do Governo do Paraná, que informou que o estado está em recesso e que só poderá se pronunciar na próxima semana. A reportagem procurou ainda a Polícia Militar, que enviou a seguinte nota:
De acordo com o Comando do 17º BPM, área responsável pela região, o policiamento preventivo tem sido feito nas proximidades do Colégio Estadual Professor Angelina Ana Maria Cônsulo do Prado, inclusive reuniões com os responsáveis pela escola foram feitas para melhorar a situação.
Diante da situação o Comando da unidade destaca que intensificará o policiamento para evitar as situações de invasão no estabelecimento de ensino. Já o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), que atua nas escolas estaduais, faz ações preventivas e o policiamento nas proximidades do colégio, além de palestras voltadas a segurança pessoal dos alunos.
É importante destacar que o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária há nove anos atua na prevenção da violência no âmbito escolar com crianças e adolescentes e em ações ostensivas e educacionais em todo o estado. O BPEC atualmente trabalha com dois programas: Patrulha Escolar Comunitária (PEC) e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).
