Em mais uma atitude decorrente da assembléia realizada pelos funcionários da Renault na terça-feira (05), em frente à fábrica da empresa em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (RMC), o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) afirmou que vai liderar um novo protesto. Desta vez, a ação está prevista para ocorrer na tarde desta sexta (08), a partir das 13h30. O objetivo da reunião é propor o “lockdown”, caso a empresa não volte a aplicar a quarentena.
Segundo o Sindicato, várias denúncias de trabalhadores chegaram à entidade alertando falta de peças e produção com volume muito abaixo da média, não atingindo nem 10% do padrão.
“Não existe necessidade nenhuma de expor os trabalhadores, principalmente numa situação dessa, onde há ociosidade e baixíssimo nível de produção. A Renault está indo na contramão do que outras empresas estão fazendo, de forma gradual para evitar aglomeração no chão de fábrica. Ou seja, a empresa não adotou um planejamento coerente e coloca os metalúrgicos em alto risco de contaminação”, ressalta o presidente do SMC, Sérgio Butka.
Em nota, o SMC afirmou que a preocupação também será levada aos órgãos de saúde do governo. Além disto, o sindicato disse que está acompanhando esta situação na porta de fábrica, através de denúncias recebidas pelos dirigentes sindicais desde o retorno dos cerca de 6 mil trabalhadores na última segunda-feira (04).
Pressão e redução salarial
Além do perigo da aglomeração diante da pandemia do coronavírus, muitos trabalhadores denunciaram ao Sindicato a tentativa da empresa em reduzir salários através de acordo individual baseado na MP 936 do governo federal. Eles alegam também pressão com ameaças de demissão.
O Caso
A situação começou na tarde desta terça-feira (05), quando funcionários da Renault do Brasil realizaram uma assembleia em frente à fábrica da empresa liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC). O sindicato afirma que a empresa está fazendo pressão para que os funcionários aceitem a adesão a MP 936 de manutenção de emprego por quatro meses, que por outro lado corta o salário e a carga horária, com o Governo Federal pagando parte do valor reduzido.