O motorista de entregas Elias Gonzaga Santos completou 59 anos nesta segunda-feira (15) com pouco a comemorar. No começo do mês, o motorista se envolveu em um acidente de trânsito onde bateu o caminhão que usava para trabalho. Foi neste momento que a situação pessoal ficou complicada. Sem dinheiro para a reforma, a família de Elias resolveu fazer uma vaquinha online (veja abaixo) para arrecadar fundos.
Para muitas pessoas, o caso de Elias pode significar apenas mais uma batida no trânsito das grandes cidades. No entanto, para o motorista foi mais que uma perda material. Foi a perda da fonte de renda e do trabalho.
Em dias alternados, Elias acordava durante a madrugada para realizar entregas de marmitas no Presídio Federal de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba (RMC). Em entrevista à Banda B, a auxiliar de limpeza e filha de Elias, Jéssica Gonzaga Santos, de 29 anos, contou o que houve.
“Naquele dia, estava garoando. Ele estava meio aborrecido porque minha vó faleceu, uma semana antes, a mãe da minha mãe. Já na rua, por volta das 05h, meu pai disse que deve ter cochilado, pois acorda muita cedo e tem uma certa idade. Quando se deparou, ele falou que para não bater nos carros, optou por bater o caminhão”, comentou.
Segundo Jéssica, o caminhão não tinha seguro. Isto porque o financiamento ainda está sendo pago. Portanto, não sobrava dinheiro para fazer os dois. A auxiliar de limpeza é a mais velha entre os três filhos de Elias. Atualmente, ela não mora com os pais. “Eu moro em uma casa alugada. Eu trabalho das 07h às 17h30 e meu pai vem até minha casa para cuidar dos meus filhos, enquanto estou fora”, comentou.
Finanças
Ela contou à Banda B, que diante de tal situação, a realidade do pai que já era complicada, ficou ainda mais dramática. Atualmente, o motorista mora no município de São José dos Pinhais (RMC) com a esposa e os outros dois filhos. Jéssica trouxe detalhes da situação pessoal do pai e de cada um dos familiares.
“Minha mãe descobriu um câncer em 2014, devido a isto, ela não pode trabalhar. Meu irmão está desempregado e minha irmã tem apenas 14 anos”, revelou.
Para arrumar o caminhão, a família deve desembolsar algo próximo de R$ 15 mil para comprar as peças do veículo. O valor, segundo a filha, foi acordado com um mecânico que se dispôs a não cobrar a mão de obra.
Sem emprego, sem caminhão, sem a sogra. Com despesas que aumentam dia após dia, e ciente da importância do veículo para o psicológico do pai e na renda da família, Jéssica pede ajuda.
“O caminhão é tudo. É a nossa fonte de renda. Não temos de onde tirar. Então, estamos fazendo o possível para arrumar o caminhão. Tudo aconteceu muito rápido e nós não esperávamos isto. Era o sonho dele ter este caminhão, e da noite pro dia, acontece isto. É muito triste”, concluiu.
Vakinha
Dispostos a ajudá-lo, os familiares de Elias criaram uma Vakinha online. Para contribuir com qualquer valor, clique aqui.