Faltam menos de 10 dias para encerrar o prazo de atualização cadastral do rebanho paranaense. A declaração possibilita que o Estado planeje as ações de vigilância sanitária e mantenha o status de área livre de febre aftosa. No entanto, a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) alerta que em alguns municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) o índice de cadastramento está muito baixo, como em Campo Largo, Pinhais, São José dos Pinhais, Contenda, Rio Negro e Mandirituba.

Gado no pasto. Foto: José Fernando Ogura/AEN

O diretor presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, reforçou que o cadastramento é necessário para que seja mantida a certificação sanitária do Estado.

“Nós somos área livre de febre aftosa com reconhecimento internacional, mas uma das tarefas que nós temos que fazer é cadastrar do rebanho. Recadastramento do rebanho não significa que vai se fazer qualquer outra coisa a não ser saber quanto que é o rebanho do Paraná, e isso vai nos permitir fazer um trabalho mais efetivo de vigilância sanitária no sentido de prevenção de doenças”, afirmou.

A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos e caprinos).

Os produtores podem fazer o cadastramento de forma direta pelo aplicativo Paraná Agro, que pode ser baixado no Google Play ou na Apple Store, por meio do site da Adapar, ou em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento das Prefeituras.

“Temos agora a novidade do aplicativo funcionando, pelo celular, a pessoa pode baixar o aplicativo e faz a atualização do rebanho”, reforçou o diretor presidente.

Martins pediu que os produtores façam o cadastramento o mais rápido possível.

“Fazemos um apelo especial a estes municípios da RMC que estão com índices baixos de atualização de rebanho para que os produtores façam a atualização. Fazendo isso você estará contribuindo com a questão sanitária do Paraná, mantendo no status livre de febre aftosa, que nos permite oferecer os produtos do Paraná a mercados que antes não acessávamos”, explicou.

Consequências

A partir de 1º de julho, as propriedades que não estiverem atualizadas no cadastro da Adapar ficam impedidas de retirar GTA. O Paraná completou, em 27 de maio, um ano da certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Um compromisso dos produtores rurais para manter esse status é a atualização anual do rebanho entre 1º de maio e 30 de junho.

Os últimos números divulgados pela Adapar, na última quarta-feira (15), apontam que 56,9% das propriedades rurais tiveram seus rebanhos atualizados. Faltam, portanto, 43,1%.

Ivatuba e São Manoel do Paraná são os únicos que conseguiram atingir 100% das propriedades cadastradas. Outros 10 municípios estão acima de 90% e 26 acima de 80%. Dos 399 municípios paranaenses, 197 ultrapassaram o índice de 56,9% atingido até agora.

A pior situação é a de Mandirituba, com 16,2% de atualização cadastral. É seguido de Porecatu (20,5%), Quatro Barras (23,6%), Bocaiúva do Sul (27,9%), Santana do Itararé (28,5%), Piraquara (30,4%), Contenda (30,5%) e Paula Freitas (30,8%). Logo a seguir vem Curitiba, que atualizou o cadastro de 31,2% do rebanho.

Em relação aos núcleos regionais, a pior situação é de Curitiba, com apenas 39,5%¨de atualização realizada até agora. A seguir vem União da Vitória, com 41,8%, e Irati, com 49%. Os melhores porcentuais estão em Toledo, com 75,2%, Paranavaí, 67,9%, e Umuarama, com 65,3%.