‘Pare’ depois da faixa de pedestre: empresa alega ter seguido à risca projeto em obra com sinalização polêmica

Empresa que executou obras diz ter seguido fielmente o projeto apresentado por outra companhia; projeto mostra três sinalizações que contrariam normas do Contran

Guilherme Lara da Rosa

pare-arrumado-faixa-colombo

‘Pare’ depois da faixa de pedestre foi horas após Banda B revelar caso em Colombo – Foto: Colaboração/Banda B

A empresa responsável pela execução das obras na Rua das Ameixeiras, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, afirmou que todas as etapas da sinalização de trânsito foram realizadas conforme o projeto técnico aprovado pela prefeitura. O caso gerou polêmica entre moradores devido ao posicionamento do “pare” após a faixa de pedestres, como mostrou a Banda B.

As obras de pavimentação e sinalização, concluídas em novembro do ano passado, foram realizadas pela Coradin Infraestrutura, vencedora da licitação, sob custo superior a R$ 1,7 milhão. Já o projeto técnico, que incluiu a sinalização horizontal, foi elaborado pela empresa Ada Engenharia e Construção, contratada pela Prefeitura de Colombo.

1/4 Prefeitura de Colombo afirmou ter notificado empresa responsável pela obra sobre erros — Foto: Cristiano Vaz/Banda B
2/4 Prefeitura de Colombo afirmou ter notificado empresa responsável pela obra sobre erros — Foto: Cristiano Vaz/Banda B
3/4 Prefeitura de Colombo afirmou ter notificado empresa responsável pela obra sobre erros — Foto: Cristiano Vaz/Banda B
4/4 ‘Pare’ depois da faixa de pedestre foi horas após Banda B revelar caso em Colombo – Foto: Colaboração/Banda B

Segundo a empresa executora, o projeto previa a pintura do “pare” na posição atualmente criticada. Por meio de nota, a Puma Infraestrutura & Pavimentações, que pertence ao mesmo grupo que a Coradin Infraestrutura, afirmou à reportagem que seguiu fielmente o projeto apresentado pela Ada Engenharia e Construção.

“A empresa Puma Infraestrutura e Pavimentações LTDA, responsável pela execução do projeto, vem à público esclarecer que a obra foi executada integralmente de acordo com projeto que lhe foi apresentado, conforme a licitação contratada. Logo após a pintura causar estranheza na população, a Puma voltou ao local e realizou os ajustes necessários. A empresa coloca-se à disposição da população e da imprensa para mais esclarecimentos”, diz trecho da nota.

Obtido pela Banda B nesta sexta-feira (17), o projeto assinado pelo engenheiro Adailton Rogério de Oliveira aponta que, somente na Rua das Ameixeiras, três sinalizações de “pare” foram planejadas para estarem posicionadas à frente da faixa de pedestres (veja imagens abaixo).

1/3 Imagem do projeto desenvolvido pela empresa Ada Engenharia e Construção – Foto: cedida à Banda B
2/3 Imagem do projeto desenvolvido pela empresa Ada Engenharia e Construção – Foto: cedida à Banda B
3/3 Imagem do projeto desenvolvido pela empresa Ada Engenharia e Construção – Foto: cedida à Banda B

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) destaca, entretanto, que a legenda “pare” deve ser posicionada, no mínimo, a 1,60 metros antes da linha de retenção, centralizada na faixa de circulação em que está inscrita.

Segundo apurou a reportagem, a sinalização horizontal “pare” também foi projetada para ser posicionada após a faixa de pedestres em dois trechos de outra rua.

No último dia 15, a empresa responsável pela execução das obras afirmou ter corrigido ao menos duas das três sinalizações supostamente erradas na Rua das Ameixeiras.

A Banda B fez os seguintes questionamentos à Ada Engenharia e Construção:

A empresa, porém, não havia respondido as perguntas até a conclusão deste texto. O espaço segue aberto.

O que diz a Prefeitura de Colombo

A Banda B também voltou a procurar a Prefeitura de Colombo para saber se a Secretaria Municipal de Obras e Viação analisou o projeto das obras de pavimentação feito pela Ada Engenharia e Construção antes que o mesmo fosse executado pela Coradin Infraestrutura.

Além disso, foi questionado se obra de pavimentação e sinalização passou por vistoria após a conclusão dos trabalhos feitos pela empresa executora. A prefeitura, porém, também não havia respondido aos questionamentos até a conclusão desta reportagem.

Sair da versão mobile