Moradores de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), começaram este domingo (11) tentando reorganizar a rotina e reconstruir o que sobrou após a passagem de um tornado no fim da tarde de sábado (10). Telhados arrancados, vidros estilhaçados e casas destruídas fazem parte do cenário deixado pelo fenômeno, que assustou famílias em vários bairros do município.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o tornado deixou ao menos duas pessoas feridas, duas famílias desalojadas e cerca de 250 residências afetadas, principalmente por destelhamentos. O bairro Guatupê foi o mais atingido, seguido pelas regiões de Santa Fé, Jardim Cristal e Primavera.
Em entrevista à Banda B, Jean Luca relatou que, ao chegar em casa, encontrou apenas os destroços. Ele havia saído para comprar materiais de uma reforma que fazia em um quarto quando o tornado passou.
“Foi a estrutura de madeira, foi o forro, foi tudo embora. A estrutura da frente da casa está inteira trincada. Para mim, no momento, foi uma sensação de livramento. Se eu estivesse dentro, talvez tivesse me machucado. A cena parecia de filme”
contou.
A força do vento surpreendeu quem estava dentro de casa. Adriana Gonçalves relatou momentos de desespero ao ver o telhado ser arrancado em poucos segundos.
“Estava sozinha em casa e foi tudo muito rápido. Começou a estourar os vidros, cair telha no forro e arrancou o telhado com tudo. Eu fiquei desesperada. Tive que pular o muro para sair de casa. Agora estamos sem luz e com medo de chover de novo”
disse Adriana.
Em meio à destruição, a solidariedade começou a aparecer logo nas primeiras horas após o tornado.
“Foi muito repentino, em 30 ou 40 segundos destruiu tudo. Agora é a hora de ajudar quem precisa. Estou reconstruindo o telhado da casa do meu cunhado e dando força para eles. Graças a Deus ninguém ficou ferido, só danos materiais”
relatou o morador Estevam Protzka
Paulo Pedro Souto também estava em casa quando tudo aconteceu. Ele sofreu ferimentos leves na cabeça e nas costas ao tentar se proteger.
“Coisa de três segundos, explodiu tudo e fez uma limpa. Levou telhado, forro, tudo. Foi feio. Tudo com cobertura nova, madeira boa, mas não teve jeito. A sensação é de agradecer a Deus por estar vivo, porque a vida não tem dinheiro que pague. O resto a gente dá um jeito”
disse o morador.
Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Prefeitura continuam atuando no atendimento às famílias, com vistorias, cortes de árvores e distribuição de lonas.






