Moradores enfrentam alagamentos após obras e pedem desobstrução de galerias em rua de Colombo

Morador alega que a prefeitura tem feito apenas medidas paliativas ao longo dos últimos anos, como jogar saibro na rua

Redação

Moradores da rua Iracema, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, reclamam de alagamentos frequentes que atingem suas casas mesmo com chuvas moderadas. Segundo os relatos, o problema se agravou após a pavimentação da Gustavo Kubitschek e a construção de galerias que, em vez de melhorar o escoamento da água, acabaram represando o rio da região.

Moradores enfrentam alagamentos após obras e pedem desobstrução de galerias em rua de Colombo
Mesmo com chuvas moderadas, casas seguem sendo tomadas pela água – Foto: Arquivo pessoal

O problema ocorre, dizem eles, porque o asfalto da Gustavo Kubitschek termina no início da rua Iracema, onde a via continua de chão batido. No trecho sem pavimentação, o rio que passa por baixo das galerias estaria obstruído, causando um desnível que impede o escoamento adequado da água. Como consequência, o refluxo faz com que a água volte pelas tubulações de esgoto e drenagem fluvial, além de invadir as residências.

“A rua Iracema fica no final da rua Gustavo Kubitschek. Então, toda a água que corre por baixo da galeria que fica na Gustavo Kubitschek, ela inicia na rua Iracema, porém o rio está represado. Foram construídas algumas galerias, casas e até acesso de veículos que acabaram estrangulando o fluxo do rio”, explicou Marciel Costa à Banda B.

O morador destacou que, com o passar dos anos, a prefeitura tem feito apenas medidas paliativas, como jogar saibro na rua, elevando o nível da via. “Agora, a rua está mais alta do que as casas, e a água que deveria escoar acaba entrando direto nas residências. Há três anos, entramos numa batalha com a prefeitura. Vários órgãos foram acionados e a única coisa que é feita é passarem uma máquina na rua e jogarem saibro. A solução seria desobstruir as galerias”, afirma.

Os moradores da rua Iracema pedem que a prefeitura tome medidas definitivas, como a desobstrução das galerias e a revisão do sistema de drenagem para evitar novas enchentes.

A situação mais grave ocorreu há três anos, quando a maior enchente já registrada fez a água entrar nas casas pela janela. Desde então, o problema persiste e preocupa os moradores, que temem novos alagamentos sempre que chove.

Moradores pedem que galerias sejam desobstruídas – Foto: Arquivo pessoal

As cobranças por soluções se iniciaram em janeiro de 2023, há dois anos.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura para esclarecer a situação e aguarda um posicionamento.

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