A Vara Criminal de Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), negou o pedido de revogação da prisão preventiva do motorista Carlos Eduardo Rocha, suspeito de atropelar o prefeito de Itaperuçu, também na RMC, no último dia 3 de abril. A defesa de Carlos alegou que o acusado não apresenta elevada periculosidade, não oferece risco a instrução criminal e nem a ordem pública.
Segundo a defesa, o acusado tentou prestar socorro à vítima, mas diante das ameaças que estava
sofrendo saiu do local sem rumo. Os advogados afirmam que o acusado possui bons antecedentes, exerce atividade lícita e endereço fixo.
Ao negar a liberdade do suspeito, a juíza Marina Lorena Pasqualotto afirmou que a preservação da ordem pública é essencial. Na visão dela, Carlos Eduardo Rocha mostrou ser uma pessoa perigosa por, supostamente, tentar matar a vítima.
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A magistrada ainda destaca que o suspeito foi denunciado no dia 8 de março de 2020 por, em tese, conduzir um caminhão alcoolizado. Em 26 de abril do mesmo ano, Carlos foi acusado de lesão corporal e de deixar de prestar socorro a uma mulher.
“Casos como o presente tornam esta cidade de porte médio um dos locais mais perigosos do
Estado, assolada com reiterados e banais crimes de homicídio, os quais, mais do que ceifar uma vida, causam desestruturação de famílias, transtornos psicológicos, com evidente abalo da paz social e da ordem pública”, disse a juíza
Marina afirma que a prisão se mostra necessária a fim de resguardar a ordem pública e garantir que testemunhas não alterem os próprios depoimentos por conta de eventuais investidas do suspeito. “Não se verifica a existência de qualquer fato novo que pudesse ensejar a modificação
na decisão”, destaca.
Prefeito atropelado
O prefeito de Itaperuçu, Neneu Artigas (PDT), foi atropelado após uma discussão, na noite deste domingo (3). O caso aconteceu em um bar de Rio Branco do Sul, também na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Artigas foi até o estabelecimento para comemorar o título paranaense do Coritiba.
Com o atropelamento, Artigas foi arremessado contra uma estrutura de concreto que acabou caindo na cabeça do prefeito. Testemunhas disseram que a motivação do atropelamento teria sido uma discussão entre o Chefe do Executivo e Carlos Eduardo Rocha.