O Instituto Água e Terra (IAT) proibiu temporariamente a pesca, o consumo de peixes e o uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação, após o acidente envolvendo um caminhão na BR-116, que matou duas pessoas, na madrugada de 27 de abril, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (6), por meio da Portaria nº 323/2026, e tem validade inicial de 30 dias. Segundo o órgão ambiental, a decisão foi tomada de forma preventiva para proteger a saúde pública e os ecossistemas aquáticos após o derramamento de tintas, vernizes e solventes na represa.

Além da pesca e do contato com a água, também está proibido o uso da água para dessedentação de animais e outras atividades que possam representar risco à saúde em um raio de dois quilômetros do local do acidente.
Água da Represa do Capivari tem risco de contaminação
De acordo com o IAT, existe risco de contaminação da água e dos organismos aquáticos por substâncias como hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados, presentes na carga transportada pelo caminhão.
A restrição vale para todas as modalidades de pesca, incluindo profissional, amadora e de subsistência. O prazo poderá ser prorrogado conforme os resultados das análises laboratoriais da qualidade da água.
Acidente matou homem e enteada de 4 anos
O acidente aconteceu no km 42 da BR-116, durante forte chuva. O caminhão, que seguia sentido São Paulo, saiu da pista e caiu dentro da Represa do Capivari.
No veículo estavam moradores do Rio Grande do Sul. As vítimas fatais foram identificadas como Lucas Kazimirski, de 24 anos, e a enteada dele, Ana Clara, de apenas 4 anos.
Segundo informações apuradas pela Banda B na época, Lucas conseguiu sair do caminhão junto da companheira, mãe da menina, mas voltou para tentar salvar a criança e desapareceu na água. O corpo de Ana Clara foi encontrado dentro da cabine do caminhão durante a madrugada, enquanto Lucas foi localizado horas depois com auxílio de sonar utilizado pelos bombeiros.
Além da tragédia, o acidente gerou preocupação ambiental porque o caminhão transportava cerca de quatro toneladas de tinta e solvente, parte da carga despejada na represa após a queda.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos ambientais atuaram na contenção dos danos ambientais logo após o acidente.
O IAT informou ainda que o descumprimento da portaria poderá gerar sanções administrativas e criminais previstas na legislação ambiental.
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