A greve dos metalúrgicos da empresa Brose, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), chegou ao 20º dia, nesta segunda-feira (23). Os trabalhadores continuam mobilizados, cobrando por melhores salários e condições de trabalho.

Foto mostra metalúrgicos em greve na frente da empresa
Os metalúrgicos pedem o ajuste de salário para funcionários que exercem funções sem serem devidamente remunerados. Foto: Colaboração/Banda B.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Nelsão, conversou com a Banda B e relatou que os trabalhadores entraram em greve após a empresa se negar a negociar os reajustes de salário.

“Nós estamos aí nessa nossa mobilização, essa nossa luta dos trabalhadores da Brose; já faz mais de 25 dias que os trabalhadores e trabalhadoras chamaram o sindicato, já que a empresa não teve a convenção coletiva ainda, e os trabalhadores querem discutir a reposição salarial da inflação e mais aumento real”.

relatou Nelsão, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Nelsão disse ainda que os trabalhadores pedem um vale-mercado condizente com o preço da cesta básica no Paraná.

“Os trabalhadores da Brose estão pedindo também um vale-mercado que, no mínimo, atenda aí a cesta básica do Paraná, que hoje é a maior do Brasil; está mais de R$ 700 o valor da cesta básica. O pessoal quer um vale-mercado nesse valor”.

disse.

PLR negociável

Os metalúrgicos pedem ainda que a empresa entre em acordo a respeito da negociação da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).

“Eles querem uma PLR onde haja metas dignas de negociar entre os trabalhadores e o sindicato, visto que hoje a empresa dá um PGO para eles, um prêmio, onde eles terminam não se beneficiando da lei, porque se você negociar a PLR perante a lei, o trabalhador tem a isenção de imposto e encargos”.

explicou.

Os metalúrgicos pedem uma PLR que garanta um valor de, pelo menos, R$ 15 mil.

Salário compatível com a função

Outro ponto levantado pelos metalúrgicos é o ajuste de salário para funcionários que exercem funções sem serem devidamente remunerados.

“Eles têm trabalhadores que estão trabalhando há 9, 10 anos dentro da empresa e que não ganham o piso. E eles querem uma grade salarial que valorize o trabalhador pela sua atribuição, pelo tempo de casa, pelo seu empenho também; isso eles estão querendo”.

comentou.

Segundo o vice-presidente do Sindicato, a empresa está contratando o trabalhador abaixo do piso metalúrgico.

“Mas a principal coisa que nós estamos vendo nessa luta é uma ação sindical onde a empresa não quer respeitar, não quer negociar com os trabalhadores, não quer conversar com os trabalhadores; a empresa quer impor da maneira que ela quer”.

afirmou.

O líder sindical explicou que o objetivo da greve é fazer com que a empresa aceite negociar com os metalúrgicos para chegar a um acordo e que o impasse chegue ao fim.

O que diz a empresa

A Banda B procurou a empresa, através de seus canais oficiais, para saber o posicionamento a respeito da greve dos metalúrgicos. A reportagem será atualizada assim que houver uma manifestação.