Funcionários da concessionária Via Araucária, que atuam com manutenção de rodovias, estão em greve na manhã desta segunda-feira (24). Cerca de 200 trabalhadores estão mobilizados na sede da empresa, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e no pátio de Irati, região central do Paraná.

A greve foi mobilizada para buscar por melhorias para os trabalhadores. O movimento reivindica que a concessionária cumpra com os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do Sintrapav-PR, que há muitos anos é o representante dos trabalhadores na construção e manutenção de estradas.
Conforme o Sintrapav, a concessionária alega seguir a CCT do Sindecrep-PR (Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Paraná).
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Essa situação causa uma série de prejuízos aos trabalhadores, como pisos salariais e vale refeição com valores reduzidos, banco de horas em substituição ao pagamento de horas extras, ausência de benefícios como café da manhã e lanche da tarde, entre outros.
“Tem salário aqui de R$ 600 a R$ 700 abaixo do piso. Tem trabalhador debaixo do sol com salário que não sobra R$ 1 mil. Não tem alimentação, tem que trazer de casa, a nossa convenção estabelece alimentação todo dia gratuita e cartão alimentação. Não temos banco de horas, cesta básica, entre outros benefícios. Nossa briga é para que a empresa sente com o sindicato e estabeleça reagra”
afirma Paulo Cruz, dirigente do Sintrapav-PR.

A Via Araucária é responsável pelo Lote 1 do Sistema Rodoviário do Paraná, que abrange 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais, incluindo os contornos Norte e Sul de Curitiba, as interligações entre municípios da Região Metropolitana de Curitiba e a rota entre a capital e Guarapuava, na região Centro-Sul do Estado.
A princípio, os funcionários apenas pararam as atividades. Mas já pensam em outras possibilidades de mobilização.
“Hoje nosso jurídico está entrando em contato com a via araucária, para que consiga sentar e explicar a situação para eles. Enquanto não tiver essa posição, nós vamos ficar parados pelo tempo que for necessário”
comentou o dirigente.
O que diz a Via Araucária?
Procurada, a Via Araucária informou que, assim que tomou conhecimento sobre a paralisação da equipe de conservação, iniciou imediatamente tratativas diretas com seus colaboradores, prezando pela transparência e pelo diálogo aberto.
Veja a nota completa:
“A concessionária esclarece que o movimento iniciado em 24/03/2025 não pode ser legitimado como uma greve formal, uma vez que o sindicato envolvido, o Sintrapav-PR, não representa os empregados das concessionárias de rodovias e sim aos trabalhadores nas indústrias da construção pesada no Estado do Paraná.
De acordo com a legislação trabalhista, o enquadramento sindical está vinculado à atividade preponderante do empregador. Desta forma, o sindicato representativo dos colaboradores da Via Araucária é o Sindicato dos Empregados nas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado do Paraná (Sindicrep-PR).
A Via Araucária assegura que todos os direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmada com o Sindicrep-PR estão sendo integralmente cumpridos.
Por fim, a Via Araucária reafirma seu compromisso em garantir a continuidade dos serviços prestados à sociedade, sempre respeitando os direitos e interesses de seus colaboradores.”
