Familiares e amigos de Alysson Moura e Isabela Felipack, casal que foi morto na BR-116, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, retornaram ao local do acidente na manhã deste sábado (4) para protestar e pedir justiça. Os jovens foram atingidos por uma picape que estava na contramão, em 20 de agosto. A Polícia Civil entendeu pela ocorrência de duplo homicídio, mas até o momento o Ministério Público do Paraná (MPPR) não se pronunciou sobre a denúncia.

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Foto: Cristiano Vaz – Banda B

Para o irmão de Alysson, Ewerton Moura, a família passou a entender que apenas com mobilização, algo será feito.

“Precisamos entender o motivo de nada ter sido feito até agora. Infelizmente, o Alysson e a Isabela não estão mais aqui para desfrutar a vida com a gente, então queremos apenas que o culpado pague. Ele [motorista] percorreu 6 quilômetros na contramão. Em todo esse percurso, ele foi avisado com sinais de luz, buzina, mas mesmo assim insistiu até bater contra meu irmão”, lamentou.

Na Delegacia de Fazenda Rio Grande, o motorista Silvestre de Souza foi indiciado por duplo homicídio doloso e lesão corporal. O delegado Paulo César Eugênio Ribeiro citou que ele estava com a CNH vencida e demonstrava indícios de uso de álcool.

O padre João Maria, da Paróquia Bom Jesus de Mandirituba, também participou do protesto e disse que a luta está apenas começando.

“É um dia difícil e trise para todos nós. Alysson e Isabela formavam um casal cheio de sonhos e encantos. Os dois eram tão ligado a nossa igreja, tão presentes. Temos sim que parar e gritar por justiça”, disse.

Após o ato na BR-116, os manifestantes foram até o Fórum de Fazenda Rio Grande clamar por justiça.

O acidente

Segundo a Polícia Civil, Silvestre dirigiu na contramão por 5 quilômetros antes da colisão fatal. Câmeras de segurança flagraram o motorista na contramão em diversos trechos da BR-116. Ele foi ouvido pela polícia no hospital, onde foi internado após o acidente, mas preferiu ficar em silêncio.

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Alysson e Isabela

Alysson morreu na hora. Isabela ficou internada por dois dias e morreu no hospital. A picape onde o casal estava foi atingida pelo carro na contramão, no quilômetro 128 da rodovia. No carro, duas passageiras ficaram feridas, além do próprio motorista.

Para Ewerton, não há explicação para a demora no processo.

“São tantas provas e a investigação já foi concluída. Infelizmente, que está sofrendo somos nós”, concluiu.

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