
A família Brittes e os outros quatro réus pela morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, chegaram ao Fórum da Comarca de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, por volta das 14h desta segunda-feira (18). Eles foram transportados juntos até o local por uma van do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).
Cristiana Rodrigues e Allana Emilly Brittes, mãe e filha, estavam no banco de trás do veículo, enquanto foram colocados no camburão: Edison Luiz Brittes Júnior, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e David Willian Vollero Silva. Dos sete réus, apenas Evellyn Brisola Perusso responde ao processo em liberdade.
A expectativa é de que 14 testemunhas de acusação sejam ouvidas durante a audiência. Entre elas, está a mãe do jogador, Eliana Aparecida Corrêa Freitas. Na sequência, prestarão depoimento as testemunhas da defesa e, por fim, os réus.
Atraso
O começo da sessão de hoje atrasou devido à ausência do advogado Rodrigo Faucz Pereira e Silva, que representa Ygor e David. Como a defesa de sua tese de doutorado foi marcada para hoje, em Belo Horizonte, Minas Gerais, ele pediu à juíza responsável pelo caso que a audiência fosse adiada, o que não aconteceu.
A magistrada designou um advogado dativo para atender a dupla. Faucz lamentou a medida e afirmou que ela pode resultar na anulação da sessão no futuro. “Eu vejo isso com bastante consternação, pois quando as audiências foram antecipadas para os dias 18, 19 e 20, eu logo protocolei um pedido para a juíza porque teria esse compromisso de maior relevância, mas ele foi negado. Para nós isso é algo grave no sentido de que aparenta que o judiciário quer escolher o defensor dos réus, o que na nossa visão viola o princípio da plenitude de defesa e do devido processo legal, e será objeto de pedido de nulidade de toda a audiência”, explicou.
Expectativa
No Fórum, o advogado Cláudio Dalledone, que representa a família Brittes, declarou que espera que a audiência ocorra com tranquilidade. “A nossa expectativa é que todas as testemunhas encontradas e intimadas compareçam ao Fórum. Nós precisamos vencer essa primeira fase, os três dias de audiência e, a partir disso, vamos pensar o que fazer lá na frente. Não podemos especular nada por enquanto”, falou, ao ser questionado sobre a possibilidade de um júri popular.
Já o assistente de acusação Nilton Ribeiro, advogado da família de Daniel, comentou que está confiante de que os réus serão julgados pelo Tribunal do Júri. “A expectativa é boa, esperamos que as audiências acabem o quanto antes. O Brasil todo sabe o que aconteceu, a maldade que foi feita com Daniel. Não adianta a defesa ficar jogando fumaça para tentar esconder o óbvio. Nós vamos procurar antecipar o máximo para ter o julgamento pelo júri popular”.
Vídeos
Assista abaixo a chegada dos réus na sala de audiência: