O município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), terá aproximadamente 170 mil habitantes nos próximos dois anos. A projeção de crescimento da população é do prefeito Maurício Rivabem ao elencar, durante entrevista à Banda B, nesta terça-feira (26), as mudanças que pretende implantar na cidade para atender a expansão em meio à retomada após o período mais conturbado da pandemia do coronavírus.

Dentre as preocupações está o atendimento na área da saúde. Segundo o prefeito, um projeto para direcionar a gestão da UPA para entidades já está em discussão. O modelo seria o mesmo utilizado em Curitiba, por meio de Organização Social de Saúde.
“Estamos verificando a possibilidade de fazer uma alteração no sentido de passarmos o nosso UPA para ser uma OSS (Organização Social de Saúde), como Curitiba e outras cidades do Brasil, para melhorar a saúde”,
disse.
Atualmente Campo Largo tem 183 médicos contratados pela prefeitura e na UPA o plantão funciona com 8 médicos, mas as ausências têm sido frequência, de acordo com o prefeito. Segundo Rivabem, em alguns plantões o efetivo é 20% menor.
“Isso faz com que temos uma fila muito grande e o tempo de permanência do paciente dentro da UPA é maior, o que não queremos. Para Campo Largo seria interessante a OS (Organização Social), pois a empresa contratada teria, se hoje faltarem médicos, trinta minutos trazer mais profissionais para suprir a necessidade. Aí conseguiríamos rodar o plantão com todos os médicos necessários, o que não está acontecendo hoje”,
explicou em entrevista à jornalista Denise Mello, no Jornal da Banda B 1ª edição.
Organizações Sociais de Saúde (OSS) são instituições filantrópicas do terceiro setor, sem fins lucrativos, responsáveis pelo gerenciamento de serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o país, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde.
Construção de escolas
Outra preocupação é com relação a rede municipal de ensino. Três terrenos foram comprados pela prefeitura e devem receber a construção de novas escolas.
“Adquirimos e já estão pagos três novos terremos para deixarmos construídas três novas escolas. estamos em via de comprar mais dois terrenos no centro da cidade e reformar as escolas para fazermos o atendimento adequado”, completou.
Nova licitação do Transporte Público
Outro item citado por Rivabem é o transporte público. Campo Largo tem dois sistemas de transporte: o interno, operado por empresa contratada pela prefeitura, e o intermunicipal, administrado pelo Comec. As atenções, segundo o prefeito, devem se voltar para a concessão municipal, já que o contrato vence no próximo ano. A concessão foi realizada em 2003 e, segundo o prefeito, não foram previstas obrigatoriedades de linhas e horários, o que, na opinião de Rivabem, limita a atuação da administração municipal.
“Por contrato hoje eu não consigo forçar a empresa que faça linhas. além disso, com a pandemia o número de passageiros baixou cerca de 40%. Com isso a empresa reduziu linhas. O diálogo é sempre feito, inclusive com os vereadores. Mas hoje não tem jeito. Estamos fazendo um estudo de todas as linhas, para termos um diagnóstico e assim fazermos a nova licitação, com um novo contrato, com uma novo modelo, mais moderno, ai sim o trabalho de atendimento será melhorado”, afirmou.
Segurança
Segundo o prefeito Rivabem, Campo Largo não registra roubo de carros há pelo menos 7 meses. Os dados foram compilados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), criado em 2020 na cidade e que é gerenciado pela Guarda Municipal em parceria com a Polícia Militar. O furto de veículo, segundo a prefeitura, baixou 85%.
Rivabem credita a redução nos índices de criminalidade ao sistema implantado há dois anos e que integra dados e informações com várias forças de segurança, como Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Detran, SESP e Ministério da Justiça e Segurança Pública.