POR MARIANA CARNEIRO, GUILHERME SETO E NATHALIA GARCIA – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O vice-presidente Hamilton Mourão não deverá postar nas redes sociais o #Bolsonaro2022, repetido pelos seguidores do capitão reformado. Em live com a vereadora Comandante Nadia (DEM-RS) na segunda-feira (27), Mourão disse ser contra a reeleição.

“Eu sou um crítico do instituto da reeleição. Não ficou bem. Vejo que os nossos gestores são eleitos já pensando na eleição seguinte. ‘Tenho que ficar esses quatro anos e depois mais quatro anos’. Seria melhor se tivéssemos mandatos de cinco anos e depois dava um interregno. Isso favoreceria a alternância no poder”, disse Mourão.

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

“Acho que a política seria melhor praticada dessa forma, e não essa busca incessante por se manter no cargo, na função. Acho que a população brasileira anseia que a política seja realmente aquilo que nós temos como ideal, ou seja, a busca de união em torno de um programa que seja factível, que não seja de promessas vazias”, completou.

Bolsonaro tem admitido a possibilidade de tentar a reeleição, ainda que tenha dito, durante a campanha eleitoral, que não o faria se fosse eleito.

“Não quero descartar isso aí. O que eu falei lá atrás é que eu não disputaria uma reeleição caso fizesse uma boa reforma política -por exemplo, reduzindo o número de parlamentares. Como isso não está previsto [para] acontecer, uma possível reeleição a gente não descarta, mas não vivo em função disso”, disse Bolsonaro em entrevista à BandNews em junho.

Ainda na live com a vereadora, Mourão insinuou que não há racismo no Brasil ao dizer que é algo que algumas pessoas no país estão tentando importar dos Estados Unidos.

“Coisas boas a gente pode copiar. As ruins a gente deixa de lado, como por exemplo a questão do racismo, que querem importar para cá”, disse Mourão.

Ele estava falando sobre sua adolescência nos Estados Unidos, época em que diz ter participado diariamente de cerimônias de hasteamento da bandeira na escola pública que lá frequentou. Segundo ele, seria algo positivo caso fosse repetido nas escolas brasileiras.