O vereador Gilmar Carlos Lisboa (ex-PT) se tornou alvo de um pedido de cassação de mandato na Câmara de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A denúncia deve ser apreciada em plenário na sessão desta terça-feira (10). O pedido foi feito após vir a público de que o vereador é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual.

Vereador de Araucária é alvo de pedido de cassação
Vereador Gilmar Carlos Lisboa (PT-PR) é alvo de pedido de cassação por investigação pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Foto: Reprodução/Câmara dos Vereadores de Araucária

O pedido de cassação foi apresentado por Altevir Martins Rodrigues, que foi candidato a vereador de Araucária em 2024, pelo MDB, sob o nome Altevir da Ambulância. O texto alega que o comportamento de Gilmar Lisboa é “incompatível com a dignidade da Câmara Municipal” e que o vereador faltou com decoro em sua conduta pública.

O documento protocolado na Câmara usa a notícia do jornal O Popular para detalhar o processo em que Gilmar Lisboa é reú pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Ainda segundo a reportagem, a vítima seria enteada do vereador.

O vereador de Araucária foi expulso do PT-PR

Por unanimidade, o Diretório Estadual do PT no Paraná optou pelo desligamento imediato de Gilmar Lisboa da sigla, no último sábado (7), após tomar conhecimento da existência da investigação, que está em segredo de justiça. A nota do partido afirma ainda que o parlamentar estava suspenso desde quinta-feira (5) e que a Executiva Estadual não tolera qualquer tipo de violência.

Já a Câmara de Vereadores de Araucária, também por meio de nota ao público e à imprensa, afirma que recebeu com consternação a notícia de que Gilmar Lisboa responde a um processo criminal e que “caberá ao plenário decidir pela abertura do processo”, que pode levar o vereador à perda do mandato. A Casa reafirma ainda seu compromisso com as mulheres, “vítimas de tantos crimes diariamente”.

O que diz o gabinete do vereador

A Banda B procurou o gabinete do vereador Gilmar Lisboa, que afirmou ainda não ter sido notificado oficialmente sobre a expulsão do PT-PR. Com relação ao pedido de cassação de mandato, o gabinete informou que “não teve acesso ao processo e tampouco foi comunicado da existência de tal pedido”. A assessoria informa ainda que o vereador não foi ouvido sobre o processo judicial que está sob sigilo.

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