Rogério Campos tinha pedido urgência na discussão do projeto (Foto: Divulgação CMC)

 

Mesmo sendo integrante da base do prefeito Rafael Greca (PMN), o vereador Rogério Campos (PSC) fez duras críticas à movimentação da Prefeitura de Curitiba para que o requerimento de urgência em torno do projeto da bilhetagem eletrônica fosse rejeitado. Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (3), ele disse temer a votação apenas em 2019. Além de vereador, Campos é vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc).

“Eu não estou entendendo. Algumas coisas vêm com regime de urgência, a Prefeitura pede e todo mundo vota. Mas agora, que temos um projeto que está deixando a categoria sem dormir e que eu quero votar logo, eles não querem votar, estou com um nó na minha cabeça”, disse Campos.

Segundo o vereador, 22 parlamentares já demonstraram ser contra o projeto da bilhetagem, mas ele sugeriu que a curva pode mudar. “Por que votar neste ano? Porque sabemos lá Deus o que vai acontecer até o ano que vem. A mão vai pesar em cima, o que vai acontecer? Muitos desses 22 vereadores são da base de apoio do governo, e o que vai acontecer? Vão chamar, vão conversar, o que vai acontecer? Esse é meu medo e meu receio. Votando agora, entendo que os vereadores não vão aprovar o projeto, agora se ficar para o ano que vem, não sei se ficarão firmes”, concluiu.

A categoria teme demissões em massa de cobradores com a implementação da bilhetagem eletrônica.

Urgência

A Câmara Municipal rejeitou, nesta segunda-feira (3), o requerimento que pedia urgência na discussão envolvendo a bilhetagem eletrônica em todo o sistema de transporte coletivo. O requerimento era um pedido do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc), que entende que os cobradores precisavam de uma resposta definitiva ainda em 2018.