Na pauta desta segunda-feira da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), havia uma proposta de reconhecimento ao jogo clássico dos bares e festas de (algumas) famílias. O texto solicitava a Declaração de Utilidade Pública para a Associação Paranaense de Truco (APTRU). A proposta foi votada logo no início da sessão foi aprovada com voto favorável de todos os vereadores presentes.

Depois da votação, a vereadora Vanda de Assis (PT) pediu a palavra para justificar o voto. Ela defende que o truco deve ser considerado tanto um esporte como um momento de lazer e que o direito a momentos como este deve ser universal. A partir disso, ela trouxe uma crítica à escala de trabalho 6×1. “A pratica de lazer não pode ser privilégio de poucos. É direito de todos. Para que o trabalhador tenha direito a momentos de lazer, é necessário uma escala de trabalho que permita isso”, afirmou.
História da Associação Paranaense de Truco
Criada em 1991 por amantes do carteado, a Associação Paranaense de Truco conta com mais de 30 equipes, clubes e associações que buscam os melhores do Estado em seus campeonatos internos regulares. Com a finalidade de difundir e incentivar o jogo de truco como esporte, a organização também promove ações sociais. De acordo com o vereador que propôs o reconhecimento, Rodrigo Marcial (NOVO), os torneios bimestrais organizados pela Aptru reúnem de 500 até mil pessoas.
As votações da primeira discussão
Antes de ser aprovada nesta segunda-feira, a possibilidade de declarar a Associação Paranaense de Truco como Utilidade Pública já havia sido discutida na Câmara no dia 23 de fevereiro. Na ocasião, o autor da proposta declarou: “A gente tem que trazer a realidade de que o truco pode, sim, ser um esporte, pode, sim, a partir do raciocínio matemático, se tornar um jogo de estratégia”.