Muita gente fala, muita gente aposta e não há dúvidas que o deputado estadual mais votado da história do Paraná, Fernando Francischini (PSL) passou a ser um nome forte para disputar a prefeitura de Curitiba em 2020. Nesta semana, inclusive, foi divulgada uma pesquisa realizada pelo Instituto IRG, em parceria com o Bem Paraná, sobre a disputa daqui a dois anos. A pesquisa mostra empate técnico entre  o atual prefeito Rafael Greca (PMN) e Francischini, hoje deputado federal. Em uma das pesquisas estimuladas, o ex-delegado da Polícia federal aparece com 19% das intenções de votos contra 17,3 % de Greca. Na outra pesquisa estimulada, Francischini aparece com 20,3% e Greca com 18%.

Deputado federal Fernando Francischini em entrevista à Banda B nesta quinta-feira – Foto: banda B

Mas assumir o comando da capital do Paraná faz parte dos planos do homem forte do partido de Bolsonaro?

Em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (29), Francischini admitiu que sim. “Não tenha dúvidas que existe o sonho sim de ser prefeito de Curitiba, mas na hora certa. Fui o deputado estadual mais votado da capital com mais de 140 mil votos, cinco vezes mais que o segundo colocado aqui e isso, sem dúvida, dá um grande respaldo ao meu trabalho. Existe a expectativa sim, mas ainda faltam dois anos. Vamos deixar o tempo passar, afirmou o deputado.

Na entrevista, Francischini fez questão, no entanto, de deixar claro que não há razão para, neste momento fazer oposição ou criticar o trabalho de Rafael Greca na prefeitura. Não tenho uma postura de oposição ao prefeito Greca até porque seria leviano dois anos antes da eleição fazer críticas ao trabalho dele, que faz uma boa administração e não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Lá na frente vamos ver isso. Não se pode disputar um cargo importante como esse apenas por ideais pessoais. É preciso ver o momento político e ver que retorno poderia dar à população”, argumentou.

Francischini deixa, neste momento, abertas todas as possibilidades.

“Vamos disputar a prefeitura de Curitiba em determinado momento, mas ainda vou assumir o cargo de deputado estadual e não posso levar tudo a ferro e fogo torcendo contra. Temos que torcer para que Greca continue fazendo um bom trabalho, que Ratinho Jr faça um bom governo no Paraná, assim como Bolsonaro no Brasil. No momento oportuno vamos decidir sobre o futuro”, completou.

Na Assembleia

Fernando Francischini admitiu que seria muito difícil ocupar o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, mesmo tendo sido o deputado mais votado com mais de 400 mil votos.

“Tenho tentado construir minha candidatura à presidência da Assembleia, mas admito que a dificuldade é muito grande. Temos a maior bancada com oito deputados eleitos pelo PSL, mas apenas um, o Ricardo Arruda, é reeleito. Todos os outros estão ocupando o cargo agora. É muito difícil enfrentar a candidatura de deputados com mandatos mais antigos, que já têm uma rede de relacionamento lá dentro”, disse.

Nos bastidores, o atual presidente, deputado Ademar Traiano (DEM), deve ser reeleito ao cargo, coma s bênçãos de Ratinho Jr. Francischinii admitiu que há uma negociação para que o PSL assuma a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. “Vamos conversar com o governador eleito, com os deputados e temos vontade sim de conduzir a CCJ, mas temos janeiro todo pra ver isso”, explicou.

Recado

Para finalizar, Francischini deu um recado para aqueles que o abordam questionando por que ele, que tanto ajudou na eleição de Jair Bolsonaro, não foi chamado até agora para nenhum cargo de ministro ou diretor de estatal.

“Aproveito a grande audiência da Banda B para dar um recado a quem me questiona sobre não ocupar cargo no governo Bolsonaro. Vou ajudar o governo do presidente eleito, mas meu lugar é aqui. Voltei para Curitiba para ficar mais perto do meu filho Bernardo, de 8 anos, que é autista e precisa muito de mim. Quero estar na minha cidade e não vou ocupar nenhum, cargo no governo Bolsonaro. O que vou fazer lutar para que seja um grande governo porque isso vai ser bom para todos nós”, finalizou.