A defesa de Luiz Phillipi Machado Mourão, o “Sicário“, confirmou a morte cerebral do integrante da “Turma” de Daniel Vorcaro na noite dessa sexta-feira (6). A morte ocorreu depois de uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Belo Horizonte. A confirmação veio depois de algumas divergências de informação entre Polícia Federal e a defesa de Sicário.

Prédio espelhado com a logo da Polícia Federal
Polícia Federal disse que Sicário morreu na carceragem na quarta-feira e desmentiu a informação em seguida / Foto: reprodução/ Polícia Federal

A nota informando sobre o óbito veio na sexta-feira, algumas horas depois de iniciado o protocolo para confirmar a morte cerebral. Dois dias antes disso, na quarta-feira (04) em que Sicário foi preso, a Polícia Federal de Minas Gerais já havia informado que ele havia morrido. Em seguida, a própria corporação publicou outra nota desmentindo a informação e dizendo que o óbito não estava confirmado.

No dia seguinte, quinta-feira (05), a defesa de Sicário disse que ele estava vivo, em estado grave, mas que a situação não era irreversível. Eles esclareceram também que ele não estava em protocolo de morte cerebral, como afirmado pela PF na quarta-feira.

Como Sicário morreu

O investigado foi preso na quarta-feira (4), na Operação Compliance Zero e era apontado como coordenador das ações do grupo de intimidação do banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido como “A Turma”. Em nota publicada no dia da prisão, a PF disse que ele: “tentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição”.

A nota informa ainda que os policiais “prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o SAMU”. A Polícia Federal abriu procedimento para apurar e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.