(Foto: Rodrigo Fonseca/Sismuc)

 

Os sindicatos dos servidores municipais de Curitiba participaram, nesta quarta-feira (31), da audiência na Câmara Municipal (CMC) que discutiu a Lei Orçamentária de 2019. Durante a sessão, as categorias fizeram várias críticas ao modo como a prefeitura pretende utilizar os recursos do município no próximo ano.

Entre as preocupações unânimes dos servidores está o reajuste salarial de 3% oferecido pela prefeitura, considerado um valor muito baixo pelos trabalhadores. “Nós estamos sem correção da inflação desde o começo de 2016 e o acumulado até agora não é de 3%, mas sim de cerca de 9,48%. Esse projeto de lei foi simplesmente encaminhado para a Câmara sem qualquer diálogo”, disse a diretora de finanças do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), Rejane Soldani, em entrevista à Banda B.

Segundo ela, as categorias também não concordam com o congelamento dos planos de carreira e a mudança permanente da data-base de março para outubro. “Todo o cálculo apresentado para nós não prevê o descongelamento dos planos de carreira. Isso significa deixar de investir no funcionalismo, o que precariza o serviço e diminui o efetivo porque os guardas vão começar a migrar para outros serviços policiais”, completou Soldani.

Já em relação à data-base, os sindicatos entendem que outubro não é um bom mês para a negociação entre as categorias e o município devido à legislação eleitoral. “No ano passado, o prefeito alterou essa data de março para outubro, alegando que seria uma ação temporária. Mas agora voltou atrás e quer que isso se torne definitivo. A decisão nos prejudica porque a lei apresenta restrições na concessão de reajustes nesse período”.

Investimento em segurança

Durante a audiência, o Sigmuc criticou ainda a fatia do orçamento que será destinada à área de segurança no que vem. “No total, as despesas em segurança representam apenas 1,71% do orçamento geral, o que é um valor baixíssimo e não condiz com a demanda da população. Em uma consulta pública, para os moradores, as prioridades são primeiramente a educação, com 22%, e logo atrás vem a segurança, com 21%. Ou seja, os números não batem”, defendeu a diretora.

Para apresentar os pontos que os sindicatos consideram injustos na Lei Orçamentária, uma reunião foi marcada com a prefeitura para a próxima quarta-feira (7), por intermédio dos vereadores. Sobre as reivindicações, a Banda B entrou em contato com a administração e aguarda retorno.

Consulta pública

A CMC reabriu hoje o prazo para envio de sugestões ao orçamento de 2019 por meio de seu site institucional. A consulta pública segue até 12 de novembro e os dados serão divulgados na sessão do dia 14.

Devido a uma falha no sistema do Legislativo, só foram contabilizados os 22 formulários encaminhados em 1º e 2 de outubro. Com isso, a audiência pública desta manhã consolidou as 461 participações via redes sociais (257) e urnas físicas (182).