O secretário da Fazenda concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (10). (Foto: Arnaldo Alves/ANPr)

 

O secretário da Fazenda do Paraná, Renê de Oliveira Garcia Junior, afirmou, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (10), que o governo Ratinho Júnior ainda não tem como dizer como estão as finanças do estado. Segundo ele, isso se deve a problemas no Sistema Integrado de Finanças Públicas (Siaf), registrados desde o ano passado.

Diante da situação, a Secretaria formou uma força-tarefa com integrantes da Procuradoria e da Controladoria Geral do estado para levantar quanto o governo tem de saldo e quanto herdou da gestão passada.

“Uma grande dificuldade que nós temos é no que diz respeito ao levantamento da situação contábil, das informações gerenciais e dos lançamentos em relação aos restos a pagar e o saldo em fontes de receitas. Há algumas incongruências que não nos permitem dizer exatamente qual o quadro financeiro e contábil do Paraná”, afirmou o secretário.

De acordo com Garcia Junior, os problemas no Siafi foram identificados logo no início da gestão. “Quando cheguei aqui no começo do ano, identifiquei alguns procedimentos de um risco potencial razoavelmente elevado em relação ao sistema de informação. Já foi realizada uma auditoria, uma análise detalhada. Essa ferramenta é importante, mas ao longo do ano apresentou problemas de execução do projeto e de entrega do produto final”, completou.

O secretário disse que as situações que serão avaliadas são referentes a exercícios passados e que a execução orçamentária de 2019 não será comprometida. Ele reafirmou, no entanto, que houve a necessidade de um contingenciamento de despesas, na ordem de 20%, para que toda a análise fiscal e financeira seja feita. Segundo Garcia Junior, apesar das dificuldades, não há risco de atraso no pagamento da folha de pessoal do funcionalismo público estadual.

No ano passado, a governadora Cida Borghetti anunciou que deixou R$ 5 bilhões no caixa do estado, sendo que 400 milhões poderiam ser gastos da forma que o governo achasse melhor.