O dossiê com informações do “movimento antifascismo” produzido pelo setor de inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública ‘não está caindo bem’, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O ministro André Mendonça está sendo pressionado pelo Congresso e pelo Ministério Público a dar informações sobre a produção desse documento contra 579 professores e policiais identificados como oposição pelo Governo Federal.

 

 

Para Maia, o ministro terá de apresentar uma explicação correta. “De fato, essa situação do dossiê não está caindo bem. Até pelo que eu sei, ele me ligou e eu não consegui atendê-lo, parece que ele vai ao Congresso Nacional na sexta-feira. Acho importante que ele possa, rapidamente, dentro do Congresso esclarecer essa questão porque se não for bem explicada, não vai ficar bem e as reações, que já existem, ficarão mais fortes se não tivermos uma explicação correta para isso”, declarou, em entrevista exclusiva à Banda B, na manhã desta quarta-feira (5).

O dossiê com informações dos servidores foi produzido pelo setor de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), todo nomeado por Mendonça. No início da semana, após a divulgação de documentos que identificam e catalogam professores e policiais contrários ao Governo Bolsonaro, o ministro André Mendonça demitiu o diretor do Seopi, o coronel Gilson Libório de Oliveira Mendes. Além disso, anunciou uma sindicância para apurar os fatos.

“Tenho certeza que o ministro é um democrata e tenho certeza que ele trará as explicações corretas ao parlamento e à sociedade brasileira”, finaliza o presidente Rodrigo Maia.

Vaga no STF

André Mendonça é considerado um dos mais fortes candidatos para uma das duas vagas para que Bolsonaro terá o direito de fazer indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF). Celso de Mello se aposenta ainda neste ano e Marco Aurélio Mello deverá deixar o cargo também devido a aposentadoria já no ano que vem.

O atual ministro da Justiça seria o perfil já dito por Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”.

Entrevista

Confira a entrevista com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia:

 

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