Redação

richa9Entrevista do governador Beto Richa na Banda B à jornalista Denise Mello e a Djalma Malaquias

Ouça a primeira parte da entrevista com o governador Beto Richa

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A segunda parte da entrevista

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Que a situação não estava boa, o governador Beto Richa (PSDB) até já sabia, mas que continua bem ruim ficou sabendo neste final de semana. Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, em levantamento divulgado no Jornal Gazeta do Povo neste domingo (20), apenas 24,4% dos paranaenses aprovam hoje a administração do governador. Um ano atrás, o índice era de 65,4%. Pouco tempo depois do confronto provocado pelas mudanças na Paranaprevidência, em 29 de abril, a desaprovação ao governo Beto Richa era de 84,7% e agora caiu para 71,2%. Ainda assim, números bem diferentes do primeiro mandato, quando Richa era aprovada por praticamente três em cada quatro paranaenses. Hoje, a proporção é exatamente o inverso.

Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira, ao vivo no estúdios, Richa disse que é compreensível tanto mau humor dos paranaenses diante da crise econômica e escândalos de corrupção, mas acredita numa reversão da atual impopularidade. “ Eu estava até mau acostumado. Sempre tive altíssimos índices de popularidade (…) mas quando você é coerente e age com responsabilidade, a verdade pode demorar um pouco mais ela aparece. Quando inaugurarmos obras, a população vai ver que tomamos medidas acertadas. Acredito que esse índice de desaprovação irá se reverter”, afirmou.

Richa diz que não se arrepende das medidas impopulares que tomou como aumento de IPVA e também da alíquota de ICMS de milhares de produtos. “Assessores me diziam que com essas medidas impopulares eu estava colocando em risco meu patrimônio político, mas entre minha popularidade e o futuro do Paraná, fico com a segunda opção”.

O governador voltou a defender as mudanças na Paraná Previdência e, questionado sobre o confronto com os professores no dia 29 de abril, disse que nunca se fez tanto por essa categoria na história do Paraná. “Nunca houve um governo que tratou tão bem os professores quanto este. Avançamos em todas as demandas. Fechamos em janeiro com 80% de aumento em 5 anos. Quem teve este aumento? Na retórica, falar de educação é fácil, quero ver fazer o que fiz”, disse Richa.

O tucano reafirmou que a greve foi orquestrada pelos adversários ligados ao PT, que lamenta ninguém ter abordado o episódio como a defesa do estado democrático de direito, mas reconhece que houve excessos. “Sou contra a violência em qualquer condição, tenho equilíbrio emocional e convivo com o contraditório (…) agora, com certeza houve excessos e um inquérito policial militar para verificar estes supostos abusos foi aberto e a punição vai ocorrer”.

Transporte coletivo

Sobre a desintegração financeira do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, Richa afirmou que em sua época de prefeito isso nunca ocorreu, que soube administrar o sistema e, inclusive, baixou a tarifa e colocou a decisão da desintegração como responsabilidade da Urbs. “Mesmo com redução de tributos federais a Urbs fez a desintegração financeira do sistema o que atrapalhou ainda mais a gestão do sistema não podendo oferecer um transporte de qualidade aos nossos usuários. Isso lamentamos muito”.

Política

Richa diz estar desanimado com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o impeachment da presidente Dilma, mas acredita que há indícios suficientes para o afastamento.

Não quis falar do futuro, se disputará o Senado ou quem irá apoiar em 2018 ao governo e garantiu que ficará no PSDB.

Ouça a entrevista completa de Beto Richa à jornalista Denise Mello e a Djalma Malaquias, clicando no ícone de áudio acima.

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Richa diz que não está acostumado com desaprovação de 71%, mas “verdade vai aparecer”

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