Por Marina Sequinel

O governador do Paraná Beto Richa afirmou na tarde desta terça-feira (17) que a decisão do Ministério Público do Paraná (MPPR) em relação à licença de Cid Vasques foi “descabida”. O MPPR não renovou, em julgamento nesta manhã, a permissão para que ele continuasse no comando da Secretaria de Segurança Pública do estado, após Vasques propor sistema de rodízio de policiais.

beto-richa-171213-bandab(Foto: Divulgação)

Segundo Richa, a medida é uma forma de impedir o trabalho de um membro do próprio MP. “Não renovar a licença foi algo sem sentido algum. Toda a sociedade estranhou que a remoção de Vasques do cargo aconteceu no mesmo dia que o Gaeco deflagrou a operação contra jogos de azar, sendo que a investigação começou há dois anos. Isso serviu como pressão para a decisão”, disse o governador.

A operação, que ficou conhecida como “mansão-cassino”, resultou na prisão temporária do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto. Ele ficou detido por quatro dias e foi liberado no último domingo (15). “É muita coincidência que tudo isso tenha acontecido ao longo desse período. O coordenador do Gaeco alega que o rodízio de policiais prejudicaria o serviço. E tirar o secretário de segurança não faz isso também?”, questionou Richa.

Sem a renovação, Cid Vasques não pode ser mantido no cargo a partir de janeiro, mas o governador ressaltou que não pretende trocar o secretário da segurança.

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