O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSD), determinou que a Corregedoria analise a troca de acusações entre os deputados Ricardo Arruda (PL) e Renato Freitas (PT). Os dois parlamentares tem mantido intensa animosidade e voltaram a trocar ataques, na sessão desta terça-feira (4). Durante a fala de Arruda, Freitas chegou a se aproximar da tribuna, o que foi vista por Traiano como uma condição de “afronta”.

Divulgação Alep

Ricardo Arruda foi o primeiro a falar na sessão. Ele lembrou que, na semana passada, registrou boletim de ocorrência por ameaça contra Freitas. A decisão teria gerado reações de “seguidores” de Freitas contra ele.

“Recebi várias ameaças por seguidores meliantes desse deputado infrator, invasor de igrejas. São 17 boletins de ocorrência, nunca tivemos um deputado com essa folha corrida policial. Eu não tenho medo de ameaça não, aqui o buraco é mais embaixo. (…) Após o registro do BO, esse deputado gravou vídeos dizendo que ‘só porque sou neguinho da periferia, querem me destruir’, se vitimizando pela cor da pele, o que é uma vergonha. Malandro e vagabundo há de todas as cores. Tenha vergonha na cara”, disse.

O deputado do PL concluiu afirmando que irá acionar o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) para investigar ameaças que estaria sofrendo em redes sociais.

Renato Freitas, na sequência, voltou a se defender. Ele nega que tenha feito ameaças contra Ricardo Arruda.

“Eu pedi, Ricardo Arruda, para que se arrependa. Não o ameacei, não o injuriei, não levantei levianas acusações, embora as acusações não sejam levianas por parte do Ministério Público. Não é um bate-boca pessoal, senhor presidente [Ademar Traiano], uma vez que a acusação é pública, feita pelo Ministério Público e muito interessa a essa Casa. Ricardo Arruda responde por tráfico de influência e, segundo a denúncia, cobrava propina de R$ 50 mil a R$ 70 mil reais para readmitir policiais expulsos da corporação”, destacou.

Conselho de Ética

Claramente irritado com as trocas de acusações, Traiano interviu e determinou que a Corregedoria investigue as falas.

“Isso aqui não é um ringue, por isso determino que a Corregedoria da Casa tome todas as providências necessárias, doa a quem doer. Se comprovadas as acusações, de um lado ou de outro, que se encaminhe para a Presidência e Comissão de Ética. Essa casa tem imagem, não é para inconsequentes irresponsáveis”, afirmou.

O responsável pelas apurações é corregedor da Alep, deputado Artagão Júnior (PSD).

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Ricardo Arruda e Renato Freitas voltam a trocar ataques e Alep determina investigação de denúncias

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