O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), reafirmou nesta quinta-feira (12) que vai trabalhar pela candidatura própria de seu partido à Presidência nas eleições de outubro. A resposta foi dada por ele ao ser questionado sobre a informação, apurada pela Folha de S.Paulo, de que foi convidado para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo o jornal, a proposta teria sido feita pelo coordenador da campanha do filho de Jair Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN) em reunião entre os dois na quarta-feira (11). Ratinho Junior não negou a conversa, mas despistou sobre o tema.
Em nenhum momento teve esse tipo de avanço. Até porque o PSD, o meu partido, decidiu que terá candidato. Se vai ter candidato, obviamente que eu tenho que trabalhar dentro dessa composição. De ser uma alternativa para o Brasil
disse o governador do Paraná
A resposta do governador foi dada no Norte do Paraná, onde ele participou do anúncio de liberação de verbas para reformas no Autódromo de Londrina.
Atualmente, Ratinho Junior concorre dentro do PSD com os colegas governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A definição sobre quem será o nome na disputa estaria prevista para até o dia 30 de março.
Segundo a Folha de S.Paulo, o aceno do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro ao paranaense teria incluído ainda uma possível vaga como vice. Na apuração do jornal, Ratinho Junior recusou a proposta e Marinho teria dado um prazo máximo para resposta até a próxima terça-feira (17).
A suposta proposta de Marinho e os efeitos no Paraná
O que o governador Ratinho Junior admitiu foi que ele e Rogério Marinho conversaram sobre as diferentes conjunturas da eleição no Paraná. Para sua sucessão, o governador ainda não bateu o martelo entre três possíveis nomes do PSD: Alexandre Curi (presidente da Assembleia), Guto Silva (secretário das Cidades), Rafael Greca (ex-prefeito de Curitiba e secretário do Desenvolvimento Sustentável).
Ratinho e o PL têm um acordo no Estado, que inclui o grupo político do governador apoiar o deputado federal Filipe Barros (PL) para uma das duas vagas em disputa ao Senado.
No entanto, segundo a Folha de S.Paulo, Marinho teria usado o convite para que Ratinho apoie Flávio como moeda de troca para manter o PL aliado com os candidatos do governador no Paraná.
Caso o paranaense não aceite apoiar ao filho de Bolsonaro, a reportagem apontou que o PL apoiaria ou a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ou a do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, que já recebeu convite para deixar o PSD e migrar ao Republicanos.
No caso de Moro, o partido inclusive poderia resolver o problema do ex-juiz da Lava Jato, que ainda luta para conseguir convencer o parceiro de federação do União Brasil, Progressistas, a aceitar sua candidatura ao Governo do Paraná. No PL, o senador não teria que se preocupar com isso, em troca de dar palanque a Flávio Bolsonaro no Estado.
Segundo a Folha de S.Paulo, o nome de Ratinho Junior é visto pelos integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro como um dos melhores para a vice. Um dos motivos é agregar apoio à candidatura em um Estado importante. O governador do Paraná também agradaria a aliados do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro (PL).