O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro (sem partido) assinada pelo criminalista Sidney Duran Gonçalez. Na petição, ele pede que o presidente seja investigado com base em reportagem da Agência Sportlight, do último dia 7, segundo a qual o presidente teria superfaturado verba parlamentar para combustíveis na época em que era deputado.

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No dia em que a matéria foi publicada, a Sportlight informou que a Secretaria de Comunicação da Presidência não quis se manifestar sobre as acusações.

Na decisão, Fux explica que não cabe ao STF investigar a petição inicial, mas que a encaminha para que a PGR faça uma análise, conforme os trâmites previstos na Constituição.

“In casu, revela-se incabível a incursão desta Corte sobre a matéria fática narrada na inicial, competindo-lhe, tão somente, encaminhar o pedido ao Parquet, para sua análise inicial, na forma regimental. Ex positis, encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis. Publique-se. Cumpra-se”, diz o despacho assinado por Fux em 29 de abril.

De acordo com a reportagem da agência, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2011, Bolsonaro teria gastado em média R$ 4,1 mil em 11 idas a dois postos de gasolina do Rio de Janeiro. Em uma visita a um posto da Barra da Tijuca, ele teria investido R$ 2.608,00 em gasolina comum em 7 de janeiro de 2009 — quantia que, na época, teria resultado em 1.003,46 litros.

Um automóvel não tem capacidade para tanta gasolina, mas, segundo a Agência Sportlight, o valor foi enquadrado na “cota parlamentar” do Partido Progressista (partido ao qual o atual presidente da República foi filiado até 2016), e Bolsonaro foi reembolsado normalmente pela Câmara.

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