Por Denise Mello

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fruet1Prefeito Gustavo Fruet ao lado de Adilson Arantes

Os poucos cabelos que o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) tem correm o risco de desaparecer. O alerta vem dele mesmo diante da complexa questão da Rede Integrada de Transporte (RIT), que envolve Curitiba e outros 13 municípios da Região Metropolitana. A conta não fecha e faz tempo. O déficit realmente existe, admitiu Fruet em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (1º) e algo precisa ser feito com urgência. “O transporte público me tira o sono, dá dor de cabeça e me faz perder os poucos cabelos que tenho. Não há milagre e há tempos que digo que é uma bomba-relógio”, afirma o prefeito.

Segundo Fruet, a diferença entre a tarifa cobrada do usuário, de R$ 2,85, e a chamada tarifa técnica, que efetivamente é paga às empresas, está hoje em R$ 0,33. Por isso, a conta só aumenta. Recentemente, uma proposta foi feita ao governo do Paraná, segundo o prefeito, mas ainda não houve retorno. “O contrato de parceria para a rede Integrada com o governo do Paraná termina em 31 de dezembro. Estou propondo que a Urbs continue responsável pela manutenção, operacionalização e fiscalização do sistema, enquanto o governo assuma a outra conta que é o pagamento para as empresas metropolitanas. Daí o governo define a tarifa dos usuários desses municípios e define também o subsídio que vai dar. Estamos aguardando uma resposta”, explicou.

fruetDívidas da Prefeitura

Fruet também falou sobre as dívidas da prefeitura de Curitiba. Segundo ele, os dois primeiros anos foram para readequar a situação financeira e priorizar setores como saúde e educação. Apesar da dificuldade, listou uma série de ações nesses primeiros anos de gestão. “Apesar dos problemas econômicos, investimos R$ 1,2 bilhão em obras. Entre elas, construímos três viadutos, 120 km de vias, 90 km de calçadas, 70 km de ciclovias, além de novas creches e a conclusão do Hospital do Idoso, que hoje representa um gasto mensal de R$ 5 milhões. Também contratamos mais de mil profissionais da saúde e dois mil de educação. Nos próximos anos, temos projetos importantes como mais um trecho da Linha Verde e outras obras importantes. Além é claro de recompor a dívida da prefeitura que, quando assumimos, era de R$ 500 milhões e agora, se Deus quiser, deve fechar o ano em torno de R$ 200 milhões”.

Fruet também falou sobre a dívida com os hospitais, a verba destinada à construção da Arena do Atlético-PR e sobre a relação com o governador Beto Richa que, segundo ele, é cordial.

Para ouvir a entrevista na íntegra, feita hoje no estúdio com Adilson Arantes, clique no ícone de áudio acima