Começou, no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o julgamento que pode cassar o mandato do senador Sergio Moro (União). Nesta segunda-feira (1), a expectativa é pelo voto do relator, Luciano Carrasco Falavinha Souza, que promete ser extenso e se estender ao longo de todo o dia.

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Foto: Agência Senado

O TRE-PR julga duas ações protocoladas pelo PT e pelo PL. Os partidos acusam Moro de abuso de poder econômico por gastos realizados no período de pré-campanha, nas eleições de 2022. O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a cassação.

Em entrevista concedida antes do julgamento, o advogado da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Luiz Eduardo Peccinin, disse esperar que a Justiça Eleitoral reconheça as supostas irregularidades cometidas por Moro.

“O que aconteceu foi uma trapaça, que consistiu em antecipação da campanha ao marco inicial que todos os candidatos deveriam seguir para a disputa. Moro e os investigados anteciparam toda a estrutura de pré-campanha, fizeram propaganda antes e gastaram muito dinheiro de fundo partidário. São pelo menos R$ 4 milhões em dinheiro público que abasteceram a pré-campanha, uma ofensa a paridade de armas, a isonomia e tudo com objetivo de fugir da fiscalização eleitoral”, afirmou.

Da mesma forma, o advogado do PL, Guilherme Ruiz Neto, disse ter certeza da cassação.

“A expectativa é de que o relator apresente um voto denso, muito extenso e pela cassação do mandato. Nós acreditamos que Sergio Moro terá a chapa cassada e terá a inelegibilidade declarada. Eu não só espero, como tenho a certeza [de que o senador será cassado]”, disse.

Caso o mandato de Moro seja cassado, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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PT de Lula fala em “trapaça” na eleição de Moro e PL de Bolsonaro diz ter certeza da cassação

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