Por Marina Sequinel e Flávia Barros

pt(Foto: Flávia Barros – Banda B)

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de Curitiba se reuniu na tarde desta sexta-feira (4) para se mobilizar a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido convocou os militantes para uma plenária, que deve ser realizada na noite de hoje, com o objetivo definir os próximos passos do movimento.

“Nós consideramos descabível fazer uma condução coercitiva com os argumentos dados pelo procurador e pelo juiz Sérgio Moro. O correto é responder no término do processo, isso se houver condenação. O que está acontecendo é uma inversão das etapas, que coloca em risco a credibilidade de tudo o que a operação fez até hoje”, disse o deputado estadual Tadeu Veneri durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta.

A vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, também participou da reunião do Diretório. De acordo com ela, essa é uma reação do movimento popular, que se solidariza com o ex-presidente. “Hoje à noite nós teremos a plenária, para determinar como serão feitas as manifestações nas ruas e também na recepção de Lula aqui. Nós queremos que ele venha para Curitiba conversar com a militância”, completou.

Ela declarou, ainda, que ficou em choque quando soube da condução coercitiva do ex-presidente, que foi levado ao Aeroporto de Congonhas (SP) para prestar depoimento na 24º fase da Lava Jato. “Lula jamais se recusou a depor, ele nunca foi chamado, bastava convidá-lo, só isso. Eles simplesmente entraram na casa dele, às 6h da manhã, sem qualquer fundamento”, defendeu.

A vice-presidente estadual do PT, Marlei Fernandes, vê a condução de Lula como uma “ação midiática que quer desestabilizar a sociedade”. “O que nós vimos hoje é um absurdo, um ato contra uma pessoa que sempre se colocou a disposição da Justiça para prestar esclarecimento. Nós não vamos aceitar isso”.

24ª fase da Lava Jato

Além da condução coercitiva, foram expedidos mandados de busca em diversos endereços do ex-presidente, como parte da 24ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o procurador da República, Carlos Fernando Lima, há indícios de que ele recebeu valores desviados da Petrobras: R$ 20 milhões foram doados ao Instituto Lula e mais R$ 10 milhões investidos em palestras de empresas, que também financiaram benfeitorias do sítio em Atibaia e de um apartamento tríplex no Guarujá.

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