Por Felipe Ribeiro e Djalma Malaquias

Em apoio ao juiz Sérgio Moro e às 10 Medidas Contra a Corrupção, manifestantes se reuniram na tarde deste domingo (20), na Justiça Federal de Curitiba, para exigir a aprovação do projeto. Durante a semana, a Câmara de Combate à Corrupção e a Câmara Criminal do Ministério Público Federal divulgaram nota para manifestar ‘profunda preocupação’ com os rumos do projeto de lei de iniciativa popular, que contou com dois milhões e meio de assinaturas da população, e atualmente tramita na Câmara dos Deputados.

De acordo com Narli Resende, que esteve em todas as manifestações em apoio à Operação Lava Jato, disse que este é o momento de lutar pelo futuro. “O povo sabe o que quer e os políticos tem que parar de achar que nós somos idiotas. Nós assinamos e exigimos a aprovação das 10 medidas”, disse.

De acordo com balanço inicial, aproximadamente duzentas pessoas participaram da mobilização. O hino do Brasil foi, por diversas vezes, entoado pelos manifestantes.

Ertile Ângelo Pansinatto, a aprovação das 10 medidas é fundamental para o futuro do Brasil. “Assim teremos um combate mais efetivo contra a corrupção, independente do partido, e eles estão morrendo de medo. Vamos lutar”, afirmou.

Votação

A comissão especial que analisa o projeto marcou reunião para a próxima terça-feira (22). Os deputados devem dar continuidade à discussão do substitutivo do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que pode ser votado.

Na semana passada, a votação foi adiada em função de um dos pontos considerados polêmicos da proposta: a possibilidade de magistrados e membros do Ministério Público serem processados por crime de responsabilidade. Atualmente, só podem ser julgados por crime de responsabilidade o presidente da República e seus ministros, os ministros do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República e os governadores.

Segundo o presidente do colegiado, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), os deputados não aceitaram a retirada do dispositivo, anunciada pelo relator na última segunda-feira (14), depois de conversar com o coordenador da Operação Lava Jato no Ministério Público, procurador Deltan Dallagnol.

Passarinho disse que está em negociação um novo texto, que mantenha a possibilidade de punição, mas que impeça retaliações a investigadores. “Não tem sentido um magistrado ou um procurador que cometa um crime não poder pagar como qualquer cidadão. Eles não podem estar acima da lei”, disse.